Este post é para falar sobre o talvez "maior filósofo vivo da língua portuguesa"* o cantor, guitarrista e compositor Lulu Santos.
Uma vez Lulu cantou “as vezes eu me sinto uma mola encolhida”.
Afinal de contas, quem, principalmente nesses dias chuvosos, tristes, nunca se sentiu “uma mola encolhida”?
Dizer que está de baixo astral, triste, deprê, qualquer um diz.
Mas se sentir uma “mola encolhida” é muito mais que isso. É um amplo aspecto muito mais completo, uma mistura de sentimentos de tristeza, impotência, angústia, força contida até mesmo solidão que a analogia “mola encolhida” traz e que poucas outras expressões conseguem compreender.
Lulu Santos consegue como poucos captar o Zeitgeist, ou seja o espírito do nosso tempo com palavras e analogias fantásticas.
Frases e expressões como “Não leve o personagem pra cama, pode acabar sendo fatal”, "tomar o mundo feito coca-cola", considerar “justa toda forma de amor” e “as vezes eu me sinto uma mola encolhida” são clássicos da filosofia moderna.
Mas vamos agora passar à análise do Mito Fundador da escola de pensamento lulusantiana (ou seria melhor lulusantista?) a profética “Tempos Modernos”.
É uma letra que traz em seu bojo todo um arcabouço teórico-filosófico-revolucionário, tão grande que seria suficiente para fundar além de uma escola filosófica até mesmo uma religião.
Esta seria a Igreja Lulu-Santista dos Tempos Modernos (ILSTM).
O conteúdo de “Tempos Modernos” vai no cerne exato em que uma religião deve se basear.
As religiões deveriam fazer as pessoas viverem melhor. Nunca semear a discórdia, o preconceito e o ódio, como quase todas religiões acabam por fazer.
Religiões deveriam apenas propagar o mais nobre dos sentimentos, o Amor.
Então vamos, juntos entoar este louvor:
Tempos Modernos
Composição: Lulu Santos
Eu vejo a vida
Melhor no futuro (esperança, a base de toda religião)
Eu vejo isso
Por cima de um muro
De hipocrisia
Que insiste
Em nos rodear...(falou tudo, chega de hipocrisia e preconceito)
Eu vejo a vida
Mais clara e farta
Repleta de toda
Satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão... (esperança, fartura, satisfação e alegria no céu e na terra)
Eu quero crer
No amor numa boa (amor, a base de tudo)
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar**, a força
Que tem uma paixão... (amor, para todos, isso é o fundamento da ILSTM)
Eu vejo um novo
Começo de era (esperança)
De gente fina
Elegante e sincera (os seguidores da ILSTM)
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não, não, não...(acabar com a hipocrisia e espalhar o amor só depende de nós)
Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir... (A mensagem final: vamos amar e fazer um mundo melhor, agora, não há tempo a perder. Não há tempo que volte, amor. Vamos viver tudo que há para viver. Vamos nos permitir!!!!)
* Segundo a minha definição
** Neste ponto chegamos à um ápice do poder revolucionario da obra lulusantiana. Além da revolução filosofica, religiosa e comportamental evidentes aqui surge também uma nova revolução. Uma revolução linguística. Quando Lulu Santos usa realizar no sentido do inglês "To Realize", no sentido de "se dar conta de" está provocando uma revolução linguistica. Mais do que isso, está promovendo a união dos povos latinos com os povos anglo saxões. É muito, muito mais do que muitos filosofos jamais ousaram pensar em fazer.
Ou será que Lulu queria dizer realizar no sentido de tornar real? Neste caso "qualquer pessoa" estaria tornando "a força que tem uma paixão" em algo real, palpável. Assim, neste caso teríamos a força revolucionária de uma paixão, do amor, realmente mudando o mundo. That's The Power of Love.
Bem vindo ao agatetepê do Fernando F. Textos e ideias jogadas ao vento. Leia, pense, comente, opine...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
Doces!
Para não dizerem que este blog só fala de coisas amargas, hoje vou falar de doces, apresentando duas receitas internacionais:
Beijing:
Famosa sobremesa chinesa criada em homenagem a sua milenar capital, anteriormente popularmente conhecida no ocidente como Pequim.
A cidade, não a sobremesa.
Beijing resulta da reforma feita pelo governo chinês para padronizar a transliteração dos caracteres chineses para o alfabeto latino.
Para quem não se lembra, transliteração é a transposição de um texto escrito de um alfabeto para outro.
Beijing significa Capital do Norte. Em chinês este delicioso quitute é conhecido por 北京.
Curiosamente o cachorro pequines não virou beijingnes com a nova transliteração.

Vamos a receita, que é basicamente simples, e que não se alterou mesmo com esta "mudança" de nome:
INGREDIENTES
1 lata de leite condensado
1 pacote de 100g de coco ralado
1 colher de café de essência de baunilha
1 colher de sopa de manteiga
MODO DE PREPARO
Meta os ingredientes em uma panela e vá mexendo, em fogo baixo. Não pare de mexer, senão queima, e se queimar vai ser um massacre na praça da paz celestial.
Quando começar a endurecer e você puder ver o fundo da panela, está bom.
Então é só deixar esfriar e comer. Ou, no caso de você ser possuidor de uma paciência oriental, ter um pouco mais de trabalho e fazer o doce no tradicional modo das festinhas chinesas, fazendo bolinhas e passando no açúcar cristal ou no coco ralado.
Pode ser adicionado um cravo em cada doce. O cravo é um simbolo do confucionismo representando a resignação do individuo diante da grandesa da milenar história do império chines.

King Jim:
Já esta deliciosa sobremesa inglesa foi criada em homenagem ao King Jim (Rei James) da Inglaterra.
Para quem não sabe Jim é o diminutivo de James, que é aportuguesado para Jaime.
Embora muitos pensem que se trata de uma homenagem ao rei Jaime VI e I na verdade esse doce foi criado em homenagem à outro Jaime ou James, o rei James II (ou VII).
Neste momento temos que fazer uma pausa para explicar confusão quanto ao número do James ou Jaime, se era VI ou I ou se era II ou VII. O negócio é o seguinte: o primeiro era o Rei Jaime VI da Escocia e foi depois o Rei Jaime I da Inglaterra e da Irlanda. Viveu entre 1566 e 1625. O segundo, que era conhecido como Jaime II da Inglaterra, na Escócia tinha o título de Jaime VII e viveu entre 1633 e 1701.

O motivo pelo qual a sobremesa King Jim foi criada em homenagem ao Rei Jaime II é grande simbolismo presente na preparação desta sobremesa durante o ato da necessária quebra dos ovos. A quebra dos ovos, radical ato de ruptura, representa a ruptura radical ocorrida na Inglaterra com a revolução gloriosa, que depôs o Rei Jaime II.
A Revolução Gloriosa é considerada por alguns historiadores como um evento mais importante que a revolução francesa. A grosso modo, pode se dizer que enquanto a revolução francesa "criou" a modernidade nos aspectos filosóficos e políticos a revolução gloriosa "criou" a modernidade no que tange aos aspectos econômicos proporcionando os fundamentos para o desenvolvimento do capitalismo como forma econômica dominante.
Voltando ao Rei James II e ao doce King Jim propriamente dito, esta sobremesa foi muito popular no meios religiosos de Portugal devido ao fato de Jaime II ter se convertido ao catolicismo e ser uma espécie de martir, ainda que sem morte, da religião católica. Isso fez com que a degustação da iguaria que leva o seu nome, não obstante o perigo de incorrer no pecado da gula, fosse também uma forma de afirmação religiosa católica.
INGREDIENTES
30 gemas peneiradas (ou seja, 30 atos radicais de ruptura das rígidas porém frágeis estruturas estabelecidas!)
250 ml de leite
500 g de açúcar refinado
150 g de coco ralado fresco
suco de uma metade de um limão
1 pitada de sal
MODO DE PREPARO
Numa tigela coloque as gemas, o leite, o açúcar, o coco, o suco de limão e o sal, ou seja, coloque tudo numa tigela. Para fazer um King Jim matador, sugerimos utilizar uma tigela Slayer. Misture bem com o auxílio de uma colher de pau. Transfira a mistura para uma forma de pudim untada com manteiga e polvilhada com açúcar. Leve para assar em banho-maria em forno alto (250º C) por alguma coisa em torno de aproximadamente 91 minutos e 37 segundos. Podem ser usadas forminhas pequenas para fazer porções individuais, caso você embora esteja fazendo uma sobremesa tradicional inglesa seja possuidor da paciência oriental.
Desenforme ainda quente, lembrando que as revoluções só são vitoriosas quando muitos fatores conspiram a favor.
Beijing:
Famosa sobremesa chinesa criada em homenagem a sua milenar capital, anteriormente popularmente conhecida no ocidente como Pequim.
A cidade, não a sobremesa.
Beijing resulta da reforma feita pelo governo chinês para padronizar a transliteração dos caracteres chineses para o alfabeto latino.
Para quem não se lembra, transliteração é a transposição de um texto escrito de um alfabeto para outro.
Beijing significa Capital do Norte. Em chinês este delicioso quitute é conhecido por 北京.
Curiosamente o cachorro pequines não virou beijingnes com a nova transliteração.

Vamos a receita, que é basicamente simples, e que não se alterou mesmo com esta "mudança" de nome:
INGREDIENTES
1 lata de leite condensado
1 pacote de 100g de coco ralado
1 colher de café de essência de baunilha
1 colher de sopa de manteiga
MODO DE PREPARO
Meta os ingredientes em uma panela e vá mexendo, em fogo baixo. Não pare de mexer, senão queima, e se queimar vai ser um massacre na praça da paz celestial.
Quando começar a endurecer e você puder ver o fundo da panela, está bom.
Então é só deixar esfriar e comer. Ou, no caso de você ser possuidor de uma paciência oriental, ter um pouco mais de trabalho e fazer o doce no tradicional modo das festinhas chinesas, fazendo bolinhas e passando no açúcar cristal ou no coco ralado.
Pode ser adicionado um cravo em cada doce. O cravo é um simbolo do confucionismo representando a resignação do individuo diante da grandesa da milenar história do império chines.

King Jim:
Já esta deliciosa sobremesa inglesa foi criada em homenagem ao King Jim (Rei James) da Inglaterra.
Para quem não sabe Jim é o diminutivo de James, que é aportuguesado para Jaime.
Embora muitos pensem que se trata de uma homenagem ao rei Jaime VI e I na verdade esse doce foi criado em homenagem à outro Jaime ou James, o rei James II (ou VII).
Neste momento temos que fazer uma pausa para explicar confusão quanto ao número do James ou Jaime, se era VI ou I ou se era II ou VII. O negócio é o seguinte: o primeiro era o Rei Jaime VI da Escocia e foi depois o Rei Jaime I da Inglaterra e da Irlanda. Viveu entre 1566 e 1625. O segundo, que era conhecido como Jaime II da Inglaterra, na Escócia tinha o título de Jaime VII e viveu entre 1633 e 1701.

O motivo pelo qual a sobremesa King Jim foi criada em homenagem ao Rei Jaime II é grande simbolismo presente na preparação desta sobremesa durante o ato da necessária quebra dos ovos. A quebra dos ovos, radical ato de ruptura, representa a ruptura radical ocorrida na Inglaterra com a revolução gloriosa, que depôs o Rei Jaime II.
A Revolução Gloriosa é considerada por alguns historiadores como um evento mais importante que a revolução francesa. A grosso modo, pode se dizer que enquanto a revolução francesa "criou" a modernidade nos aspectos filosóficos e políticos a revolução gloriosa "criou" a modernidade no que tange aos aspectos econômicos proporcionando os fundamentos para o desenvolvimento do capitalismo como forma econômica dominante.
Voltando ao Rei James II e ao doce King Jim propriamente dito, esta sobremesa foi muito popular no meios religiosos de Portugal devido ao fato de Jaime II ter se convertido ao catolicismo e ser uma espécie de martir, ainda que sem morte, da religião católica. Isso fez com que a degustação da iguaria que leva o seu nome, não obstante o perigo de incorrer no pecado da gula, fosse também uma forma de afirmação religiosa católica.
INGREDIENTES
30 gemas peneiradas (ou seja, 30 atos radicais de ruptura das rígidas porém frágeis estruturas estabelecidas!)
250 ml de leite
500 g de açúcar refinado
150 g de coco ralado fresco
suco de uma metade de um limão
1 pitada de sal
MODO DE PREPARO
Numa tigela coloque as gemas, o leite, o açúcar, o coco, o suco de limão e o sal, ou seja, coloque tudo numa tigela. Para fazer um King Jim matador, sugerimos utilizar uma tigela Slayer. Misture bem com o auxílio de uma colher de pau. Transfira a mistura para uma forma de pudim untada com manteiga e polvilhada com açúcar. Leve para assar em banho-maria em forno alto (250º C) por alguma coisa em torno de aproximadamente 91 minutos e 37 segundos. Podem ser usadas forminhas pequenas para fazer porções individuais, caso você embora esteja fazendo uma sobremesa tradicional inglesa seja possuidor da paciência oriental.
Desenforme ainda quente, lembrando que as revoluções só são vitoriosas quando muitos fatores conspiram a favor.
Apenas...
Aviso: este blog não faz apologia à prostituição, apenas ao bom português.
O centro de Porto Alegre está infestado por esse tipo de cartaz como o da foto abaixo. Gatíssimas, tudo bem, mas "vale apena" é demais!

E não é preconceito. Falar errado, escrever errado, tudo bem. Mas imprimir e colar milhares de cartazes é outra coisa.
Será que quem fez o cartaz imaginou que "apena" é o singular de "apenas"?
Vale a pena, vale o esforço, vale o trabalho de ir lá conferir, Ap. 30,00(?).
Eu pessoalmente acho que não vale, mas vi esse cartaz tantas vezes que achei que valeria a pena colocar no blog, apenas para ter mais um assunto para falar.
Outra: Há um tempo atrás havia um cartaz de outro estabelecimento do mesmo ramo de atividades que avisava "A cada 10 atendimentos, ganhe um de graça".
O curioso é como deveria ser feito o controle: Será que o cliente andaria com o cartão de fidelidade do puteiro na carteira?
Isso é mais um paradoxo! Quem sabe o mais adequado não seria mesmo um "cartão de infidelidade"?
O centro de Porto Alegre está infestado por esse tipo de cartaz como o da foto abaixo. Gatíssimas, tudo bem, mas "vale apena" é demais!

E não é preconceito. Falar errado, escrever errado, tudo bem. Mas imprimir e colar milhares de cartazes é outra coisa.
Será que quem fez o cartaz imaginou que "apena" é o singular de "apenas"?
Vale a pena, vale o esforço, vale o trabalho de ir lá conferir, Ap. 30,00(?).
Eu pessoalmente acho que não vale, mas vi esse cartaz tantas vezes que achei que valeria a pena colocar no blog, apenas para ter mais um assunto para falar.
Outra: Há um tempo atrás havia um cartaz de outro estabelecimento do mesmo ramo de atividades que avisava "A cada 10 atendimentos, ganhe um de graça".
O curioso é como deveria ser feito o controle: Será que o cliente andaria com o cartão de fidelidade do puteiro na carteira?
Isso é mais um paradoxo! Quem sabe o mais adequado não seria mesmo um "cartão de infidelidade"?
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Slayer!
Essa é realmente bizarra!
Estava no supermercado uns dias atrás e vi essas tigelas para vender.
O problema é o nome, a marcas das tigelas:
SLAYER!


Será uma homenagem a uma das mais radicais bandas de thrash metal, uma das big four?
Mas o que tem a ver a banda Slayer com uma tigela transparente?
Ainda mais uma banda com músicas com letras tão "bonitas" como Angel of Death ou Necrophiliac?
Então pode não ser uma homenagem a banda e sim um nome baseado no significado da palavra Slayer. Mas qual o sentido de chamar uma tigela de "matador" ou "assassino".
Se fosse uma faca, vá lá. Ou então algo que denotasse atitude, potência. Um skate Slayer, um aparelho de som Slayer, mas umas tigelas transparentes?
Será que é para comer doce com raiva e atitude?
Comer doce curtindo um momento Slayer como nos vídeos abaixo?
A proposito: Meu disco do Slayer preferido ainda é o primeiro deles, o ótimo "Show no Mercy".
Estava no supermercado uns dias atrás e vi essas tigelas para vender.
O problema é o nome, a marcas das tigelas:
SLAYER!


Será uma homenagem a uma das mais radicais bandas de thrash metal, uma das big four?
Mas o que tem a ver a banda Slayer com uma tigela transparente?
Ainda mais uma banda com músicas com letras tão "bonitas" como Angel of Death ou Necrophiliac?
Então pode não ser uma homenagem a banda e sim um nome baseado no significado da palavra Slayer. Mas qual o sentido de chamar uma tigela de "matador" ou "assassino".
Se fosse uma faca, vá lá. Ou então algo que denotasse atitude, potência. Um skate Slayer, um aparelho de som Slayer, mas umas tigelas transparentes?
Será que é para comer doce com raiva e atitude?
Comer doce curtindo um momento Slayer como nos vídeos abaixo?
A proposito: Meu disco do Slayer preferido ainda é o primeiro deles, o ótimo "Show no Mercy".
terça-feira, 29 de junho de 2010
A "desinvenção" do Brasil - O São João Gaudério
Vejam a notícia bizarra abaixo, copiada da Zero Hora de 28/06/2010:
Parece que o MTG quer acabar com uma das coisas boas que o Getúlio Vargas fez, que foi a “invenção” do Brasil. O Getúlio criou, ou melhor, incentivou e ajudou a sedimentar a idéia de uma cultura brasileira. Uma música, uma culinária, um folclore brasileiros. Foi quem primeiro tentou fazer do Brasil uma nação com uma cultura um pouco mais homogênea.
Quando o MTG vem com essas idéias, negando a cultura brasileira e impondo uma cultura gaudéria, está indo pelo caminho errado.
Estão querendo “desinventar” o Brasil.
Se querem definir regras, padrões e seguir a tradição dentro do CTG, tudo bem.
Mas sair do CTG e impingir essa “tradição” em cima das festas juninas, é demais. E parece que isso está se espalhando para as outras escolas.
Daqui a pouco vão querer institucionalizar um Natal gaudério? Uma Páscoa gaudéria? Ou, pior, quem sabe até transformar uma das mais importantes tradições brasileiras e nos obrigar a festejar um Halloween gaudério?
"SEM PINHÃO E PIPOCA
O berço do tradicionalismo gaúcho fez uma festa junina bem diferente da caipira. Neste ano, o Colégio Júlio de Castilhos, na Capital, trocou o pinhão e a pipoca por um almoço reforçado à base de carreteiro de charque e feijão campeiro.
Pilchados, funcionários da escola tomaram chimarrão ao som de música gaudéria ao vivo. O casamento na roça foi trocado pela apresentação do repentista Vitor Hugo. Até o ex-aluno e criador do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Paixão Côrtes aproveitou para participar do festejo.
Tudo para reforçar o sentimento de amor às tradições nos alunos. A ideia dos professores e diretores do MTG é fortalecer a imagem do Julinho como local onde nasceu o movimento.
– Quem ama o tradicionalismo deve ter devoção a esse local onde tudo começou – diz o coordenador da 1ª região do MTG Cesar Comazzini.
(...)A partir de agora, as comemorações de São João serão feitas à moda regionalista.
– No princípio, os alunos resistiram, mas agora já estão gostando – afirma a diretora Leda Oliveira Gloeben.
JOANA MARINS
“A festa tem uma ideologia” - Paixão Côrtes, fundador do Movimento Tradicionalista Gaúcho
Confira a entrevista feita por ZH com o tradicionalista, no evento.
ZH – Qual a diferença entre a festa junina caipira e a gaúcha?
Paixão Côrtes – Na festa gaúcha, tudo tem uma mensagem, uma ideologia. Ensinamos aos jovens valores da família, da religião. Já a festa caipira faz uma comédia primitiva.
ZH – Como é essa comédia?
Paixão – Nos casamentos caipiras, a figura do juiz é ridicularizada, a do delegado e a da família também, com a jovem casando grávida, condenada.
ZH – Como passar a mensagem certa aos jovens?
Paixão – Dando orientação moral e religiosa, e não jocosa."
Parece que o MTG quer acabar com uma das coisas boas que o Getúlio Vargas fez, que foi a “invenção” do Brasil. O Getúlio criou, ou melhor, incentivou e ajudou a sedimentar a idéia de uma cultura brasileira. Uma música, uma culinária, um folclore brasileiros. Foi quem primeiro tentou fazer do Brasil uma nação com uma cultura um pouco mais homogênea.
Quando o MTG vem com essas idéias, negando a cultura brasileira e impondo uma cultura gaudéria, está indo pelo caminho errado.
Estão querendo “desinventar” o Brasil.
Se querem definir regras, padrões e seguir a tradição dentro do CTG, tudo bem.
Mas sair do CTG e impingir essa “tradição” em cima das festas juninas, é demais. E parece que isso está se espalhando para as outras escolas.
Daqui a pouco vão querer institucionalizar um Natal gaudério? Uma Páscoa gaudéria? Ou, pior, quem sabe até transformar uma das mais importantes tradições brasileiras e nos obrigar a festejar um Halloween gaudério?
terça-feira, 22 de junho de 2010
Dunga X Globo!
E agora, essa briga da Globo com o Dunga!
Pra quem não sabe, resumindo, o Dunga quis barrar a exclusividade da Globo nos batidores da Copa e a Globo baixou o sarrafo no Dunga.
O cara tenta moralizar a zona e a Globo quer que a Fifa dê uma punição por que o cara falou uns palavrões!
É muita hipocrisia.
Isso lembra aquela piada do "Bacanal família".
É assim: Era uma vez um bacanal, onde podia fazer tudo, ninguém era de ninguém, mas falar palavrão não podia. Falou palavrão, era obrigado a vestir a roupa e ir embora.
Achei essa figura do Dungobama por aí, muito engraçada:

Detalhes aqui, aqui, aqui, aqui e abaixo os videos da coletiva e da resposta da Globo.
A coletiva:
"levar a melhor informação":
Pra quem não sabe, resumindo, o Dunga quis barrar a exclusividade da Globo nos batidores da Copa e a Globo baixou o sarrafo no Dunga.
O cara tenta moralizar a zona e a Globo quer que a Fifa dê uma punição por que o cara falou uns palavrões!
É muita hipocrisia.
Isso lembra aquela piada do "Bacanal família".
É assim: Era uma vez um bacanal, onde podia fazer tudo, ninguém era de ninguém, mas falar palavrão não podia. Falou palavrão, era obrigado a vestir a roupa e ir embora.
Achei essa figura do Dungobama por aí, muito engraçada:

Detalhes aqui, aqui, aqui, aqui e abaixo os videos da coletiva e da resposta da Globo.
A coletiva:
"levar a melhor informação":
sábado, 19 de junho de 2010
1º Festival de Heavy Metal
Essa vem do fundo do baú. Mexendo nas coisas antigas guardadas, achei um cartaz de um show que eu fui há (caramba!) quase de 26 anos atrás!
Ainda lembro, fui com meu amigo "James" lá no auditório Araújo Viana, muito antes daquela maldita cobertura. Um festival de Heavy Metal!
Coisas interessantes que se nota no cartaz:
- Os nomes das bandas, típicos do heavy nacional do meio dos 80. Todas cantavam em português, isso foi antes do Sepultura. A "mais famosa" era a Frutos da Crise, fazendo uma participação especial. A Frutos da Crise era uma das bandas que participou do disco Rock Garagem, e tocava no rádio (na velha e boa Ipanema FM) com frequência.
- O preço do ingresso: 1500 cruzeiros! Vejam o que era viver com inflação.
- O patrocinio da loja de discos "Disco Voador". A Disco Voador, era "a loja que só bota coisa boa na roda", conforme dizia a propaganda com locução da Katia Suman. A propósito, a trilha de fundo da propaganda era a ótima música Griffons Guard The Gold, da banda holandesa Picture.
- O dono da "Disco Voador" era o Ricardo Barão. Foi ele quem fez (produziu, organizou, juntou as bandas, promoveu, tudo) o disco Rock Garagem.
- Além disso, o Ricado Barão tinha um programa na Ipanema todas as noites às 23 horas. O programa era o "Central Rock". A Kátia fazia o horário das 20 às 23h e depois entrava o Barão.
- Sempre tocando uma variedade enorme de estilos de rock, inclusive com boas doses de Heavy Metal, o programa era uma verdadeira aula de rock. Se hoje eu ainda lembro o nome de uma meia dúzia de bandas, músicas e discos, muito disso se deve ao Ricardo Barão.
Bom, chega de viagem sentimental por hoje!
Ainda lembro, fui com meu amigo "James" lá no auditório Araújo Viana, muito antes daquela maldita cobertura. Um festival de Heavy Metal!
Coisas interessantes que se nota no cartaz:
- Os nomes das bandas, típicos do heavy nacional do meio dos 80. Todas cantavam em português, isso foi antes do Sepultura. A "mais famosa" era a Frutos da Crise, fazendo uma participação especial. A Frutos da Crise era uma das bandas que participou do disco Rock Garagem, e tocava no rádio (na velha e boa Ipanema FM) com frequência.
- O preço do ingresso: 1500 cruzeiros! Vejam o que era viver com inflação.
- O patrocinio da loja de discos "Disco Voador". A Disco Voador, era "a loja que só bota coisa boa na roda", conforme dizia a propaganda com locução da Katia Suman. A propósito, a trilha de fundo da propaganda era a ótima música Griffons Guard The Gold, da banda holandesa Picture.
- O dono da "Disco Voador" era o Ricardo Barão. Foi ele quem fez (produziu, organizou, juntou as bandas, promoveu, tudo) o disco Rock Garagem.
- Além disso, o Ricado Barão tinha um programa na Ipanema todas as noites às 23 horas. O programa era o "Central Rock". A Kátia fazia o horário das 20 às 23h e depois entrava o Barão.
- Sempre tocando uma variedade enorme de estilos de rock, inclusive com boas doses de Heavy Metal, o programa era uma verdadeira aula de rock. Se hoje eu ainda lembro o nome de uma meia dúzia de bandas, músicas e discos, muito disso se deve ao Ricardo Barão.
Bom, chega de viagem sentimental por hoje!
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