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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Proibido proibir

Eu poderia não falar nada hoje.
Ou poderia falar do vento forte e da chuva fria que cortam a pele como faca.
Poderia falar da sexta-feira 13 de agosto e da morte no asfalto na manhã de hoje.

Mas hoje recebi a dica de um video muito engraçado, com um rap, feito em cima do acidente do Werner Schünemann no arroio dilúvio e suas polêmicas declarações. É um assunto muito mais divertido!



As vezes dá mesmo vontade de dizer "É proibido proibir". Ainda que as proibições existam para nos proteger de nós mesmos. Como dira Hobbes, o filósofo, não o amigo imaginário do Calvin, "O homem é o lobo do homem". Então as proibições estão aí para isso mesmo para nos proteger, "enquanto" sociedade, dos outros e até de nós mesmos.

Mas voltando ao "é proibido proibir". As vezes queremos transgredir. As vezes queremos liberdade. Para estes casos, só nos resta pensar "IN VINO VERITAS".

Nota: Estas últimas postagens então enveredando cada vez mais no campo da filosofia: Misturar a gozação do acidente do Werner com Thomas Hobbes é surpreendente. De qualquer forma quem clicar nos link pode aprender mais sobre Hobbes, ou pelo menos os nomes da tira "Calvin e Haroldo" em vários países. Ou várias expressões equivalentes a IN VINO VERITAS.
É isso. Assim são as aulas do professor Fernando F. Uma mistura sem fim.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Apenas...

Aviso: este blog não faz apologia à prostituição, apenas ao bom português.

O centro de Porto Alegre está infestado por esse tipo de cartaz como o da foto abaixo. Gatíssimas, tudo bem, mas "vale apena" é demais!



E não é preconceito. Falar errado, escrever errado, tudo bem. Mas imprimir e colar milhares de cartazes é outra coisa.
Será que quem fez o cartaz imaginou que "apena" é o singular de "apenas"?

Vale a pena, vale o esforço, vale o trabalho de ir lá conferir, Ap. 30,00(?).
Eu pessoalmente acho que não vale, mas vi esse cartaz tantas vezes que achei que valeria a pena colocar no blog, apenas para ter mais um assunto para falar.

Outra: Há um tempo atrás havia um cartaz de outro estabelecimento do mesmo ramo de atividades que avisava "A cada 10 atendimentos, ganhe um de graça".
O curioso é como deveria ser feito o controle: Será que o cliente andaria com o cartão de fidelidade do puteiro na carteira?
Isso é mais um paradoxo! Quem sabe o mais adequado não seria mesmo um "cartão de infidelidade"?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Diferenças entre "nós" e a Europa

Uma discussão que se faz constantemente é uma comparação entre o "nós" - o Brasil, o RS, Porto Alegre - e o "primeiro mundo", os "países civilizados" e especialmente a Europa.

Lógico que a Europa está na frente de nós em muitos aspectos, não há o que discutir.

A dúvida é a seguinte: será que essa distância é maior ou menor hoje do que há 30, 40 anos atrás.

Eu acho essa distância hoje é maior.
Se por um lado as tecnologias, mídias e equipamentos (Internet, DVDs, TV por assinatura, cinema, computadores, etc.) são basicamente as mesmas e são lançadas simultaneamente nos dando a ilusão que nos aproximamos do "primeiro mundo", por outro lado eu sinto que nos afastamos cada vez mais do modo de vida "civilizado" no que tange ao respeito aos direitos do cidadão e da coletividade.

Assuntos como transporte coletivo, planejamento urbano, preservação do patrimônio histórico, preservação ambiental, coleta de lixo, tratamento de esgoto, manutenção de áreas verdes, economia solidária, educação e saúde públicas, passam muito longe das decisões dos agentes políticos. Principalmente nas cidades, onde afetam mais diretamente as pessoas que nelas vivem.

Para exemplificar reproduzo abaixo um trecho retirado de um texto do Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim, que exemplifica um pouco o que estou querendo dizer:

(...)
O que me fez lembrar de um bom amigo, o Kai.
Kai é maratonista impecável, fundista da seleção olímpica da Alemanha.
E especialista em “energia renovável”.
Um dia, Kai veio a São Paulo vender projetos de energia eólica.
Encontramo-nos no “A Figueira”, em São Paulo, para que Kai pudesse destroçar uma picanha com fúria visigótica.
E Kai saiu-se com essa, num português obsceno: “Descobrrrrrrrrri a cidade mais corrrrrrrrrrrrupta do mundo”.
Qual é Kai ?, perguntei.
São Paulo, ele respondeu.
Por que você acha isso ? Você não sabe nada de São Paulo. Deixa essa arrogância germânica para lá.
Não, Paulo Henrrrrrrrrrrrrique. Hoje, pela prrrrrrrrrrimeira vez, eu pousei em São Paulo de dia, sem nuvens. E pude terrrrrrrrr uma ideia do volume de prrrrrrrrrrédios que a cidade tem. É uma murrrrrrrrrrralha de concreto, de 360 graus. E da falta absoluta de verrrrrrrrrrrrrrde.
E o que tem isso a ver com corrupção, Kai ?
Só numa cidade absolutamente corrrrrrrrrrrupta terrrrrrrrrria sido possível construir tantos prédios sem árrrrrrrrrrrrrrea verrrrrrrrrrrrrde.
Kai mora entre Berlim e Nova York.
Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Mui Leal e Valerosa



Neste setembro chuvoso, nossa singela homenagem a Porto Alegre, que resistiu e não se rendeu, o que a fez receber o título dado pelo Imperador Dom Pedro II de mui leal e valerosa cidade de Porto Alegre!
Bons tempos, velhos tempos...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Vídeo do Não.

Faz um tempo que não posto nada aqui no Blog.
Faltou inspiração, tive "Malwares" no computador, outras atividades e coisa e tal.
Voltando ao que interessa:
Aí está o vídeo que foi feito a partir da convocação para gritar não, de dois posta abaixo.
É dia 23. Vote NÃO.





quarta-feira, 29 de julho de 2009

Grite NÃO!


Do Blog do Carlos Gerbase, da Casa de Cinema, uma convocação para Gritar Não!.

O Agatetepê também abraça essa idéia!


GRITE "NÃO!"
-->em 27 de julho de 2009 — Carlos Gerbase
No próximo sábado, 1 de agosto, a partir das 15h, a Casa de Cinema de Porto Alegre estará gravado depoimentos para a campanha pelo NÃO na Consulta Popular que acontece no dia 23 de agosto. Para quem chegou agora de Marte: os porto-alegrenses vão decidir, pelo voto espontâneo, se será permitido construir residências no Pontal do Estaleiro Só. Mas o resultado dessa votação transcende aquela área. Simbolicamente está em jogo um modelo de cidade. Queremos viver entre um monte de arranha-céus, alguns deles tapando o pôr do sol no Guaíba, ou numa cidade razoavelmente horizontal, como determina o atual Plano Diretor?

Muitas ONGs e associações de moradores da nossa cidade já estão engajadas. A Casa de Cinema de Porto Alegre resolveu entrar nessa também. Sábado eu vou estar na Usina, acompanhado de algumas câmaras e microfones, pra gravar depoimentos pelo NÃO. Quem quiser argumentar que argumente (desde que consiga sintetizar tudo em quinze segundos). Quem quiser simplesmente gritar "NÃO!" também vai ganhar seus dois segundos de fama no Youtube e onde mais a gente conseguir colocar o vídeo editado. Algumas celebridades da cidade já confirmaram sua presença. Espero que os milhares de leitores deste blog também compareçam.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sisters of Mercy - Porto Alegre, 3.6.2009

Noite fria de um dia frio, combinando com o clima da banda. O Opinião pela metade. Além da noite muito fria e dos ingressos relativamente caros ainda havia a concorrência de um jogo importante do colorado. O show estava legal, não foi muito extenso, em torno de 1h30min. Tocaram clássicos como “Lucretia My Reflection”, “Dominion # Mother Russia”, “First And last And Always”, “Marian”, “Vision Thing”. Faltaram só “More” e “Walk Away”.

É bom ver uma banda com um som peculiar, vigoroso, embora um pouco datado. Além do vocalista Andrew Eldritch e dos dois guitarristas Ben Christo e Chris Catalyst, um outro músico(?) pilotava os computadores fazendo o som da bateria (Docktor Avalanche), baixo e teclados. Parecia que tocava alguma coisa, mas tudo deveria estar pré gravado. As guitarras, alguns momentos pesadas, outros momentos mais melódicas tocadas com uma atitude rock, porradas na guitarra, mão para cima, pulos, etc. davam um belo visual e um bom som.
Eu até acho que um baixo de verdade seria melhor, mas teve gente que reclamou da falta de um baterista! Daí estavam querendo demais! O Sisters of Mercy nunca teve baterista. Sempre o Doktor Avalanche creditado nos discos foi a bateria eletrônica, que no show por sinal estava mais alta que os vocais.
O Andrew Eldritch fumou o show inteiro, mas conseguia cantar seus graves com competência entre um cigarro e outro. A fumaça, por sinal é um dos problemas do Opinião. Todo mundo fuma e a catinga de cigarro incorpora no corpo. Mas se o show fosse no Bourbon, como o vocalista ia fumar?
O público, pelo menos o da pista, respondia bem a banda, apesar da comunicação ausente entre banda e platéia.
Foi um show legal, divertido, valeu o ingresso.
Durante o show foi possível notar claramente a influencia do som do Sisters em diversas bandas que vieram depois como os Ministry, os Nine Inch Nails e outras mais pesadas como o White Zombie. O uso da bateria eletrônica e efeitos no rock e não no tecnopop -como Kraftwerk, New Order, Depeche Mode, Soft Cell - foi algo bem novo quando eles começaram na metade dos anos 80.

O Sisters of Mercy juntamente com o The Cure, o Echo and The Bunnymen, o The Cult e o Bauhaus (não confundir com o Bahuan do post abaixo – nesse caso a banda tem o nome em homenagem à escola) fizeram a trilha sonora “gótica” dos anos 80 representando bem um estilo marcante daquela época.

Uma coisa curiosa é que no Brasil dos anos 80, tanto essas bandas como os fãs eram chamados de Darks. E os fãs de Heavy Metal detestavam os Darks.
Hoje, não só uma boa parte da galera Metal gosta de bandas como o Sisters of Mercy como nota-se claramente a influência do som dessas bandas em novos gêneros do Metal como o Doom Metal, Gothic Metal e Metal Industrial.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Oasis - Porto Alegre, 12.5.2009

Ontem fui no show do Oasis. Nem estava programado para ir, mas acabei ganhando o ingresso na última hora e fui lá conferir.

Sei que muita gente torce o nariz para o Oasis, com o seu jeito marrento de ser, seus vocais “peculiares” e suas brigas entre irmãos que parecem mais jogada de marketing.
Mas é importante levar em consideração a importância do Oasis, talvez o criador do 2º maior hit do rock dos 90, Wonderwall. (O primeiro naturalmente é Smells Like Teen Spirit do Nirvana.)

O show estava muito bom, excelente levando-se em conta que era o Oasis. Quer dizer, não adianta ir numa churrascaria querendo comer pizza. E se tratando de um show do Oasis estava o melhor que poderia ser.
Gigantinho lotado, público ensandecido. Como fiquei na arquibancada do lado do palco, enxergava o espaço que fica entre a grade e o palco. Durante o show várias pessoas eram carregadas para o atendimento médico, a grande maioria meninas e vi mais de duas serem levadas desmaiadas pelos seguranças. A pista estava realmente quente, o público pulando e cantando o tempo todo. ISSO É ROCK’N’ROLL!

Além disso, foram boas músicas, o baterista tocando muito bem, com vigor e vontade e peso em algumas canções. Guitarras com muitos solos e distorções. Uma explosão de energia Rock’n’Roll, dentro daquela mistura das influencias do Oasis, principalmente Beatles, mas também Stones, Who, Sex Pistols e Smiths.

E apesar da postura blasé, eles não deixaram de fora os hits, tocando 4 músicas do “(What’s The Story) Morning Glory?”, seu disco mais famoso.

Foram momentos altos do show as esperadas Wolderwall, Don’t Look Back in Anger e Champagne Supernova, a penúltima música. Gostei muito também de Morning Glory e de Rock’n’Roll Star, a primeira música do show.
E muito especial também foi o final, com uma versão apoteótica e anárquica de I Am the Walrus, dos The Beatles.

A propósito, um show que termina com I Am the Walrus não tem como ser ruim!

Curiosidades sobre a “I Am the Walrus”
http://pt.wikipedia.org/wiki/I_Am_the_Walrus

sexta-feira, 24 de abril de 2009