Nestes tempos intolerantes fica no ar uma pergunta:
Por quê:
Se um muçulmano comete um atentado e mata alguém é chamado de "terrorista".
Se um dos nossos comete um atentado e mata um monte de gente é chamado de "atirador" ou de "louco".
Se um governante de um país não amigo ou que contraria nossos interesses se perpetua no poder, é chamado de "ditador".
Se um governante de um país amigo ou alinhado com nossos interesses se perpetua no poder, mesmo que não tenha sido eleito legitimamente, mesmo que oprima a maior parte da sua população, ainda assim ele é chamado de "presidente", "soberano" ou "rei".
Bem vindo ao agatetepê do Fernando F. Textos e ideias jogadas ao vento. Leia, pense, comente, opine...
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011
terça-feira, 22 de junho de 2010
Dunga X Globo!
E agora, essa briga da Globo com o Dunga!
Pra quem não sabe, resumindo, o Dunga quis barrar a exclusividade da Globo nos batidores da Copa e a Globo baixou o sarrafo no Dunga.
O cara tenta moralizar a zona e a Globo quer que a Fifa dê uma punição por que o cara falou uns palavrões!
É muita hipocrisia.
Isso lembra aquela piada do "Bacanal família".
É assim: Era uma vez um bacanal, onde podia fazer tudo, ninguém era de ninguém, mas falar palavrão não podia. Falou palavrão, era obrigado a vestir a roupa e ir embora.
Achei essa figura do Dungobama por aí, muito engraçada:

Detalhes aqui, aqui, aqui, aqui e abaixo os videos da coletiva e da resposta da Globo.
A coletiva:
"levar a melhor informação":
Pra quem não sabe, resumindo, o Dunga quis barrar a exclusividade da Globo nos batidores da Copa e a Globo baixou o sarrafo no Dunga.
O cara tenta moralizar a zona e a Globo quer que a Fifa dê uma punição por que o cara falou uns palavrões!
É muita hipocrisia.
Isso lembra aquela piada do "Bacanal família".
É assim: Era uma vez um bacanal, onde podia fazer tudo, ninguém era de ninguém, mas falar palavrão não podia. Falou palavrão, era obrigado a vestir a roupa e ir embora.
Achei essa figura do Dungobama por aí, muito engraçada:

Detalhes aqui, aqui, aqui, aqui e abaixo os videos da coletiva e da resposta da Globo.
A coletiva:
"levar a melhor informação":
domingo, 31 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
O jornalismo derrotado
(Um texto muito interessante, atual e pertinente)
Por Marcos Rolim (*)
A julgar pelos noticiários, um fantasma assola o Brasil: o Programa Nacional de Direitos Humanos em sua 3º versão (PNDH-III). Todas as potências da Santa Aliança unem-se contra ele: setores da mídia, políticos conservadores, o agronegócio, os militares e a cúpula da Igreja. Os críticos afirmam que o programa propõe a “revisão da Lei de Anistia”, que é autoritário ao propor “controle sobre os meios de comunicação”, além de ser “contra o agronegócio”. Radicalizando, houve quem –fora dos manicômios - identificasse no texto disposição por uma “ditadura comunista”. É hora de denunciar esta farsa onde a desinformação se cruza com o preconceito e a manipulação política.
Auxiliei a redigir o texto final do Programa, juntamente com os professores Paulo Sérgio Pinheiro e Luiz Alberto Gomes de Souza. A parte que me coube foi a da Segurança Pública, mas participei de todos os debates. Assinalo, assim, que a 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos havia proposto uma “Comissão de Verdade e Justiça”; nome que traduzia a vontade de “investigar e punir” os responsáveis pelas violações durante a ditadura. O PNDH-III, entretanto, propôs uma “Comissão da Verdade”, porque prevaleceu o entendimento de que o decisivo é a recuperação das informações, ainda sonegadas, sobre as execuções e a tortura. O Programa não fala em “revisar a Lei da Anistia”; pelo contrário, afirma que a Comissão deve “Colaborar com todas as instâncias do Poder Público para a apuração de violações de Direitos Humanos, observadas as disposições da Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979”. Para quem não sabe, a lei citada é a Lei de Anistia. A notícia, assim, era o afastamento da pretensão punitiva. O caminho escolhido, como se sabe, foi o oposto; o que não assinala informar mal, mas desinformar, simplesmente.
No mais, é interessante que os críticos nunca tenham se manifestado quando, no período do presidente Fernando Henrique Cardoso, propostas muito semelhantes foram apresentadas. Senão vejamos: no que diz respeito aos conflitos agrários, o PNDH-I (1996) já propunha “projeto de lei para tornar obrigatória a presença no local, do juiz ou do Ministério Público, no cumprimento de mandado de manutenção ou reintegração de posse de terras, quando houver pluralidade de réus, para prevenir conflitos violentos no campo, ouvido também o INCRA”. O PNDH-II, seis anos depois, repetiu a proposta. Qual a novidade, neste particular, do PNDH-III? Apenas a idéia de mediação dos conflitos; prática que tem sido usual e que seria institucionalizada por lei. A Senadora Kátia Abreu, então, pode ficar tranqüila. Se o governo apresentar o projeto, ela terá a chance de se posicionar contra a mediação de conflitos e exigir que o tema seja resolvido à bala, como convém a sua particular concepção de democracia.
Quanto à reação ao tal “ranking” de veículos comprometidos com os direitos humanos, o assombro é ainda maior, porque o primeiro PNDH trouxe a ideia de: “Promover o mapeamento dos programas de rádio e TV que estimulem a apologia do crime, da violência, da tortura, das discriminações, do racismo,(…) e da pena de morte, com vistas a (…) adotar as medidas legais pertinentes”. A mesma proposta foi repetida no PNDH-II. Assinale-se que o PNDH-II propôs, além disso: “Apoiar a instalação do Conselho de Comunicação Social, com o objetivo de garantir o controle democrático das concessões de rádio e TV (…) e coibir práticas contrárias aos direitos humanos” e “Garantir a fiscalização da programação das emissoras de rádio e TV, com vistas a assegurar o controle social (…) e a penalizar as empresas (…) que veicularem programação ou publicidade atentatória aos direitos humanos”. Uau! Não são estas as armas dos inimigos da “liberdade de expressão”? Mas, se é assim, porque os críticos não identificaram o “ovo da serpente” na época?
Mais uma vez, ao invés de aprofundar o debate sobre as políticas públicas, a maior parte da mídia se deliciou com a reação vexatória dos militares, com o oportunismo da direita e com o medievalismo da Igreja e o fez às custas da informação, para não variar.
(*) Jornalista e sociólogo, professor da Cátedra de Direitos Humanos do IPA e consultor em segurança pública e direitos humanos. Ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Por Marcos Rolim (*)
A julgar pelos noticiários, um fantasma assola o Brasil: o Programa Nacional de Direitos Humanos em sua 3º versão (PNDH-III). Todas as potências da Santa Aliança unem-se contra ele: setores da mídia, políticos conservadores, o agronegócio, os militares e a cúpula da Igreja. Os críticos afirmam que o programa propõe a “revisão da Lei de Anistia”, que é autoritário ao propor “controle sobre os meios de comunicação”, além de ser “contra o agronegócio”. Radicalizando, houve quem –fora dos manicômios - identificasse no texto disposição por uma “ditadura comunista”. É hora de denunciar esta farsa onde a desinformação se cruza com o preconceito e a manipulação política.
Auxiliei a redigir o texto final do Programa, juntamente com os professores Paulo Sérgio Pinheiro e Luiz Alberto Gomes de Souza. A parte que me coube foi a da Segurança Pública, mas participei de todos os debates. Assinalo, assim, que a 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos havia proposto uma “Comissão de Verdade e Justiça”; nome que traduzia a vontade de “investigar e punir” os responsáveis pelas violações durante a ditadura. O PNDH-III, entretanto, propôs uma “Comissão da Verdade”, porque prevaleceu o entendimento de que o decisivo é a recuperação das informações, ainda sonegadas, sobre as execuções e a tortura. O Programa não fala em “revisar a Lei da Anistia”; pelo contrário, afirma que a Comissão deve “Colaborar com todas as instâncias do Poder Público para a apuração de violações de Direitos Humanos, observadas as disposições da Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979”. Para quem não sabe, a lei citada é a Lei de Anistia. A notícia, assim, era o afastamento da pretensão punitiva. O caminho escolhido, como se sabe, foi o oposto; o que não assinala informar mal, mas desinformar, simplesmente.
No mais, é interessante que os críticos nunca tenham se manifestado quando, no período do presidente Fernando Henrique Cardoso, propostas muito semelhantes foram apresentadas. Senão vejamos: no que diz respeito aos conflitos agrários, o PNDH-I (1996) já propunha “projeto de lei para tornar obrigatória a presença no local, do juiz ou do Ministério Público, no cumprimento de mandado de manutenção ou reintegração de posse de terras, quando houver pluralidade de réus, para prevenir conflitos violentos no campo, ouvido também o INCRA”. O PNDH-II, seis anos depois, repetiu a proposta. Qual a novidade, neste particular, do PNDH-III? Apenas a idéia de mediação dos conflitos; prática que tem sido usual e que seria institucionalizada por lei. A Senadora Kátia Abreu, então, pode ficar tranqüila. Se o governo apresentar o projeto, ela terá a chance de se posicionar contra a mediação de conflitos e exigir que o tema seja resolvido à bala, como convém a sua particular concepção de democracia.
Quanto à reação ao tal “ranking” de veículos comprometidos com os direitos humanos, o assombro é ainda maior, porque o primeiro PNDH trouxe a ideia de: “Promover o mapeamento dos programas de rádio e TV que estimulem a apologia do crime, da violência, da tortura, das discriminações, do racismo,(…) e da pena de morte, com vistas a (…) adotar as medidas legais pertinentes”. A mesma proposta foi repetida no PNDH-II. Assinale-se que o PNDH-II propôs, além disso: “Apoiar a instalação do Conselho de Comunicação Social, com o objetivo de garantir o controle democrático das concessões de rádio e TV (…) e coibir práticas contrárias aos direitos humanos” e “Garantir a fiscalização da programação das emissoras de rádio e TV, com vistas a assegurar o controle social (…) e a penalizar as empresas (…) que veicularem programação ou publicidade atentatória aos direitos humanos”. Uau! Não são estas as armas dos inimigos da “liberdade de expressão”? Mas, se é assim, porque os críticos não identificaram o “ovo da serpente” na época?
Mais uma vez, ao invés de aprofundar o debate sobre as políticas públicas, a maior parte da mídia se deliciou com a reação vexatória dos militares, com o oportunismo da direita e com o medievalismo da Igreja e o fez às custas da informação, para não variar.
(*) Jornalista e sociólogo, professor da Cátedra de Direitos Humanos do IPA e consultor em segurança pública e direitos humanos. Ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
O Ano da França no Brasil
Paris, 2007


São Paulo, 2009


Nos dois casos, praticamente a mesma coisa.
A explosão de revolta da população de um bairro de pobres e imigrantes, diante de assassinatos perpetrados pela polícia.
Não estou de forma alguma defendendo os tais atos de "vandalismo", só exemplificando que tanto nos subúrbios de Paris como em Heliópolis, a situação é a mesma.
Poderia falar muito mais a respeito, mas vou tudo que eu poderia falar está dito e exemplificado na reportagem abaixo, do Paulo Henrique Amorim para o Domingo Espetacular. Assistam e tirem suas conclusões:


São Paulo, 2009


Nos dois casos, praticamente a mesma coisa.
A explosão de revolta da população de um bairro de pobres e imigrantes, diante de assassinatos perpetrados pela polícia.
Não estou de forma alguma defendendo os tais atos de "vandalismo", só exemplificando que tanto nos subúrbios de Paris como em Heliópolis, a situação é a mesma.
Poderia falar muito mais a respeito, mas vou tudo que eu poderia falar está dito e exemplificado na reportagem abaixo, do Paulo Henrique Amorim para o Domingo Espetacular. Assistam e tirem suas conclusões:
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Palavras Caras
Outro dia estava folhando uma Caras e notei que a revista tem um vocabulário próprio, com palavras pouco usadas em outras revistas e até na linguagem falada.
Palavras como “clã”, “diva”, “boda”, “herdeiro” e “prole”, por exemplo, só aparecem na Caras. Por que será que eles usam esses termos?
Será que é para dar um verniz de profundidade e nobreza naquela feira de futilidades?
No lugar de "Clã dos Pereira festeja boda de seu herdeiro", porque não “Família Pereira festeja casamento de filho"?
Tenho saudade da Revista Bundas, que foi lançada com o belo slogan “Quem põe a bunda em Caras jamais terá a cara em Bundas”.
Palavras como “clã”, “diva”, “boda”, “herdeiro” e “prole”, por exemplo, só aparecem na Caras. Por que será que eles usam esses termos?
Será que é para dar um verniz de profundidade e nobreza naquela feira de futilidades?
No lugar de "Clã dos Pereira festeja boda de seu herdeiro", porque não “Família Pereira festeja casamento de filho"?
Tenho saudade da Revista Bundas, que foi lançada com o belo slogan “Quem põe a bunda em Caras jamais terá a cara em Bundas”.
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