Eu poderia não falar nada hoje.
Ou poderia falar do vento forte e da chuva fria que cortam a pele como faca.
Poderia falar da sexta-feira 13 de agosto e da morte no asfalto na manhã de hoje.
Mas hoje recebi a dica de um video muito engraçado, com um rap, feito em cima do acidente do Werner Schünemann no arroio dilúvio e suas polêmicas declarações. É um assunto muito mais divertido!
As vezes dá mesmo vontade de dizer "É proibido proibir". Ainda que as proibições existam para nos proteger de nós mesmos. Como dira Hobbes, o filósofo, não o amigo imaginário do Calvin, "O homem é o lobo do homem". Então as proibições estão aí para isso mesmo para nos proteger, "enquanto" sociedade, dos outros e até de nós mesmos.
Mas voltando ao "é proibido proibir". As vezes queremos transgredir. As vezes queremos liberdade. Para estes casos, só nos resta pensar "IN VINO VERITAS".
Nota: Estas últimas postagens então enveredando cada vez mais no campo da filosofia: Misturar a gozação do acidente do Werner com Thomas Hobbes é surpreendente. De qualquer forma quem clicar nos link pode aprender mais sobre Hobbes, ou pelo menos os nomes da tira "Calvin e Haroldo" em vários países. Ou várias expressões equivalentes a IN VINO VERITAS.
É isso. Assim são as aulas do professor Fernando F. Uma mistura sem fim.
Bem vindo ao agatetepê do Fernando F. Textos e ideias jogadas ao vento. Leia, pense, comente, opine...
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Por cima de um muro de hipocrisia
Este post é para falar sobre o talvez "maior filósofo vivo da língua portuguesa"* o cantor, guitarrista e compositor Lulu Santos.
Uma vez Lulu cantou “as vezes eu me sinto uma mola encolhida”.
Afinal de contas, quem, principalmente nesses dias chuvosos, tristes, nunca se sentiu “uma mola encolhida”?
Dizer que está de baixo astral, triste, deprê, qualquer um diz.
Mas se sentir uma “mola encolhida” é muito mais que isso. É um amplo aspecto muito mais completo, uma mistura de sentimentos de tristeza, impotência, angústia, força contida até mesmo solidão que a analogia “mola encolhida” traz e que poucas outras expressões conseguem compreender.
Lulu Santos consegue como poucos captar o Zeitgeist, ou seja o espírito do nosso tempo com palavras e analogias fantásticas.
Frases e expressões como “Não leve o personagem pra cama, pode acabar sendo fatal”, "tomar o mundo feito coca-cola", considerar “justa toda forma de amor” e “as vezes eu me sinto uma mola encolhida” são clássicos da filosofia moderna.
Mas vamos agora passar à análise do Mito Fundador da escola de pensamento lulusantiana (ou seria melhor lulusantista?) a profética “Tempos Modernos”.
É uma letra que traz em seu bojo todo um arcabouço teórico-filosófico-revolucionário, tão grande que seria suficiente para fundar além de uma escola filosófica até mesmo uma religião.
Esta seria a Igreja Lulu-Santista dos Tempos Modernos (ILSTM).
O conteúdo de “Tempos Modernos” vai no cerne exato em que uma religião deve se basear.
As religiões deveriam fazer as pessoas viverem melhor. Nunca semear a discórdia, o preconceito e o ódio, como quase todas religiões acabam por fazer.
Religiões deveriam apenas propagar o mais nobre dos sentimentos, o Amor.
Então vamos, juntos entoar este louvor:
Tempos Modernos
Composição: Lulu Santos
Eu vejo a vida
Melhor no futuro (esperança, a base de toda religião)
Eu vejo isso
Por cima de um muro
De hipocrisia
Que insiste
Em nos rodear...(falou tudo, chega de hipocrisia e preconceito)
Eu vejo a vida
Mais clara e farta
Repleta de toda
Satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão... (esperança, fartura, satisfação e alegria no céu e na terra)
Eu quero crer
No amor numa boa (amor, a base de tudo)
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar**, a força
Que tem uma paixão... (amor, para todos, isso é o fundamento da ILSTM)
Eu vejo um novo
Começo de era (esperança)
De gente fina
Elegante e sincera (os seguidores da ILSTM)
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não, não, não...(acabar com a hipocrisia e espalhar o amor só depende de nós)
Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir... (A mensagem final: vamos amar e fazer um mundo melhor, agora, não há tempo a perder. Não há tempo que volte, amor. Vamos viver tudo que há para viver. Vamos nos permitir!!!!)
* Segundo a minha definição
** Neste ponto chegamos à um ápice do poder revolucionario da obra lulusantiana. Além da revolução filosofica, religiosa e comportamental evidentes aqui surge também uma nova revolução. Uma revolução linguística. Quando Lulu Santos usa realizar no sentido do inglês "To Realize", no sentido de "se dar conta de" está provocando uma revolução linguistica. Mais do que isso, está promovendo a união dos povos latinos com os povos anglo saxões. É muito, muito mais do que muitos filosofos jamais ousaram pensar em fazer.
Ou será que Lulu queria dizer realizar no sentido de tornar real? Neste caso "qualquer pessoa" estaria tornando "a força que tem uma paixão" em algo real, palpável. Assim, neste caso teríamos a força revolucionária de uma paixão, do amor, realmente mudando o mundo. That's The Power of Love.
Uma vez Lulu cantou “as vezes eu me sinto uma mola encolhida”.
Afinal de contas, quem, principalmente nesses dias chuvosos, tristes, nunca se sentiu “uma mola encolhida”?
Dizer que está de baixo astral, triste, deprê, qualquer um diz.
Mas se sentir uma “mola encolhida” é muito mais que isso. É um amplo aspecto muito mais completo, uma mistura de sentimentos de tristeza, impotência, angústia, força contida até mesmo solidão que a analogia “mola encolhida” traz e que poucas outras expressões conseguem compreender.
Lulu Santos consegue como poucos captar o Zeitgeist, ou seja o espírito do nosso tempo com palavras e analogias fantásticas.
Frases e expressões como “Não leve o personagem pra cama, pode acabar sendo fatal”, "tomar o mundo feito coca-cola", considerar “justa toda forma de amor” e “as vezes eu me sinto uma mola encolhida” são clássicos da filosofia moderna.
Mas vamos agora passar à análise do Mito Fundador da escola de pensamento lulusantiana (ou seria melhor lulusantista?) a profética “Tempos Modernos”.
É uma letra que traz em seu bojo todo um arcabouço teórico-filosófico-revolucionário, tão grande que seria suficiente para fundar além de uma escola filosófica até mesmo uma religião.
Esta seria a Igreja Lulu-Santista dos Tempos Modernos (ILSTM).
O conteúdo de “Tempos Modernos” vai no cerne exato em que uma religião deve se basear.
As religiões deveriam fazer as pessoas viverem melhor. Nunca semear a discórdia, o preconceito e o ódio, como quase todas religiões acabam por fazer.
Religiões deveriam apenas propagar o mais nobre dos sentimentos, o Amor.
Então vamos, juntos entoar este louvor:
Tempos Modernos
Composição: Lulu Santos
Eu vejo a vida
Melhor no futuro (esperança, a base de toda religião)
Eu vejo isso
Por cima de um muro
De hipocrisia
Que insiste
Em nos rodear...(falou tudo, chega de hipocrisia e preconceito)
Eu vejo a vida
Mais clara e farta
Repleta de toda
Satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão... (esperança, fartura, satisfação e alegria no céu e na terra)
Eu quero crer
No amor numa boa (amor, a base de tudo)
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar**, a força
Que tem uma paixão... (amor, para todos, isso é o fundamento da ILSTM)
Eu vejo um novo
Começo de era (esperança)
De gente fina
Elegante e sincera (os seguidores da ILSTM)
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não, não, não...(acabar com a hipocrisia e espalhar o amor só depende de nós)
Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir... (A mensagem final: vamos amar e fazer um mundo melhor, agora, não há tempo a perder. Não há tempo que volte, amor. Vamos viver tudo que há para viver. Vamos nos permitir!!!!)
* Segundo a minha definição
** Neste ponto chegamos à um ápice do poder revolucionario da obra lulusantiana. Além da revolução filosofica, religiosa e comportamental evidentes aqui surge também uma nova revolução. Uma revolução linguística. Quando Lulu Santos usa realizar no sentido do inglês "To Realize", no sentido de "se dar conta de" está provocando uma revolução linguistica. Mais do que isso, está promovendo a união dos povos latinos com os povos anglo saxões. É muito, muito mais do que muitos filosofos jamais ousaram pensar em fazer.
Ou será que Lulu queria dizer realizar no sentido de tornar real? Neste caso "qualquer pessoa" estaria tornando "a força que tem uma paixão" em algo real, palpável. Assim, neste caso teríamos a força revolucionária de uma paixão, do amor, realmente mudando o mundo. That's The Power of Love.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Doces!
Para não dizerem que este blog só fala de coisas amargas, hoje vou falar de doces, apresentando duas receitas internacionais:
Beijing:
Famosa sobremesa chinesa criada em homenagem a sua milenar capital, anteriormente popularmente conhecida no ocidente como Pequim.
A cidade, não a sobremesa.
Beijing resulta da reforma feita pelo governo chinês para padronizar a transliteração dos caracteres chineses para o alfabeto latino.
Para quem não se lembra, transliteração é a transposição de um texto escrito de um alfabeto para outro.
Beijing significa Capital do Norte. Em chinês este delicioso quitute é conhecido por 北京.
Curiosamente o cachorro pequines não virou beijingnes com a nova transliteração.

Vamos a receita, que é basicamente simples, e que não se alterou mesmo com esta "mudança" de nome:
INGREDIENTES
1 lata de leite condensado
1 pacote de 100g de coco ralado
1 colher de café de essência de baunilha
1 colher de sopa de manteiga
MODO DE PREPARO
Meta os ingredientes em uma panela e vá mexendo, em fogo baixo. Não pare de mexer, senão queima, e se queimar vai ser um massacre na praça da paz celestial.
Quando começar a endurecer e você puder ver o fundo da panela, está bom.
Então é só deixar esfriar e comer. Ou, no caso de você ser possuidor de uma paciência oriental, ter um pouco mais de trabalho e fazer o doce no tradicional modo das festinhas chinesas, fazendo bolinhas e passando no açúcar cristal ou no coco ralado.
Pode ser adicionado um cravo em cada doce. O cravo é um simbolo do confucionismo representando a resignação do individuo diante da grandesa da milenar história do império chines.

King Jim:
Já esta deliciosa sobremesa inglesa foi criada em homenagem ao King Jim (Rei James) da Inglaterra.
Para quem não sabe Jim é o diminutivo de James, que é aportuguesado para Jaime.
Embora muitos pensem que se trata de uma homenagem ao rei Jaime VI e I na verdade esse doce foi criado em homenagem à outro Jaime ou James, o rei James II (ou VII).
Neste momento temos que fazer uma pausa para explicar confusão quanto ao número do James ou Jaime, se era VI ou I ou se era II ou VII. O negócio é o seguinte: o primeiro era o Rei Jaime VI da Escocia e foi depois o Rei Jaime I da Inglaterra e da Irlanda. Viveu entre 1566 e 1625. O segundo, que era conhecido como Jaime II da Inglaterra, na Escócia tinha o título de Jaime VII e viveu entre 1633 e 1701.

O motivo pelo qual a sobremesa King Jim foi criada em homenagem ao Rei Jaime II é grande simbolismo presente na preparação desta sobremesa durante o ato da necessária quebra dos ovos. A quebra dos ovos, radical ato de ruptura, representa a ruptura radical ocorrida na Inglaterra com a revolução gloriosa, que depôs o Rei Jaime II.
A Revolução Gloriosa é considerada por alguns historiadores como um evento mais importante que a revolução francesa. A grosso modo, pode se dizer que enquanto a revolução francesa "criou" a modernidade nos aspectos filosóficos e políticos a revolução gloriosa "criou" a modernidade no que tange aos aspectos econômicos proporcionando os fundamentos para o desenvolvimento do capitalismo como forma econômica dominante.
Voltando ao Rei James II e ao doce King Jim propriamente dito, esta sobremesa foi muito popular no meios religiosos de Portugal devido ao fato de Jaime II ter se convertido ao catolicismo e ser uma espécie de martir, ainda que sem morte, da religião católica. Isso fez com que a degustação da iguaria que leva o seu nome, não obstante o perigo de incorrer no pecado da gula, fosse também uma forma de afirmação religiosa católica.
INGREDIENTES
30 gemas peneiradas (ou seja, 30 atos radicais de ruptura das rígidas porém frágeis estruturas estabelecidas!)
250 ml de leite
500 g de açúcar refinado
150 g de coco ralado fresco
suco de uma metade de um limão
1 pitada de sal
MODO DE PREPARO
Numa tigela coloque as gemas, o leite, o açúcar, o coco, o suco de limão e o sal, ou seja, coloque tudo numa tigela. Para fazer um King Jim matador, sugerimos utilizar uma tigela Slayer. Misture bem com o auxílio de uma colher de pau. Transfira a mistura para uma forma de pudim untada com manteiga e polvilhada com açúcar. Leve para assar em banho-maria em forno alto (250º C) por alguma coisa em torno de aproximadamente 91 minutos e 37 segundos. Podem ser usadas forminhas pequenas para fazer porções individuais, caso você embora esteja fazendo uma sobremesa tradicional inglesa seja possuidor da paciência oriental.
Desenforme ainda quente, lembrando que as revoluções só são vitoriosas quando muitos fatores conspiram a favor.
Beijing:
Famosa sobremesa chinesa criada em homenagem a sua milenar capital, anteriormente popularmente conhecida no ocidente como Pequim.
A cidade, não a sobremesa.
Beijing resulta da reforma feita pelo governo chinês para padronizar a transliteração dos caracteres chineses para o alfabeto latino.
Para quem não se lembra, transliteração é a transposição de um texto escrito de um alfabeto para outro.
Beijing significa Capital do Norte. Em chinês este delicioso quitute é conhecido por 北京.
Curiosamente o cachorro pequines não virou beijingnes com a nova transliteração.

Vamos a receita, que é basicamente simples, e que não se alterou mesmo com esta "mudança" de nome:
INGREDIENTES
1 lata de leite condensado
1 pacote de 100g de coco ralado
1 colher de café de essência de baunilha
1 colher de sopa de manteiga
MODO DE PREPARO
Meta os ingredientes em uma panela e vá mexendo, em fogo baixo. Não pare de mexer, senão queima, e se queimar vai ser um massacre na praça da paz celestial.
Quando começar a endurecer e você puder ver o fundo da panela, está bom.
Então é só deixar esfriar e comer. Ou, no caso de você ser possuidor de uma paciência oriental, ter um pouco mais de trabalho e fazer o doce no tradicional modo das festinhas chinesas, fazendo bolinhas e passando no açúcar cristal ou no coco ralado.
Pode ser adicionado um cravo em cada doce. O cravo é um simbolo do confucionismo representando a resignação do individuo diante da grandesa da milenar história do império chines.

King Jim:
Já esta deliciosa sobremesa inglesa foi criada em homenagem ao King Jim (Rei James) da Inglaterra.
Para quem não sabe Jim é o diminutivo de James, que é aportuguesado para Jaime.
Embora muitos pensem que se trata de uma homenagem ao rei Jaime VI e I na verdade esse doce foi criado em homenagem à outro Jaime ou James, o rei James II (ou VII).
Neste momento temos que fazer uma pausa para explicar confusão quanto ao número do James ou Jaime, se era VI ou I ou se era II ou VII. O negócio é o seguinte: o primeiro era o Rei Jaime VI da Escocia e foi depois o Rei Jaime I da Inglaterra e da Irlanda. Viveu entre 1566 e 1625. O segundo, que era conhecido como Jaime II da Inglaterra, na Escócia tinha o título de Jaime VII e viveu entre 1633 e 1701.

O motivo pelo qual a sobremesa King Jim foi criada em homenagem ao Rei Jaime II é grande simbolismo presente na preparação desta sobremesa durante o ato da necessária quebra dos ovos. A quebra dos ovos, radical ato de ruptura, representa a ruptura radical ocorrida na Inglaterra com a revolução gloriosa, que depôs o Rei Jaime II.
A Revolução Gloriosa é considerada por alguns historiadores como um evento mais importante que a revolução francesa. A grosso modo, pode se dizer que enquanto a revolução francesa "criou" a modernidade nos aspectos filosóficos e políticos a revolução gloriosa "criou" a modernidade no que tange aos aspectos econômicos proporcionando os fundamentos para o desenvolvimento do capitalismo como forma econômica dominante.
Voltando ao Rei James II e ao doce King Jim propriamente dito, esta sobremesa foi muito popular no meios religiosos de Portugal devido ao fato de Jaime II ter se convertido ao catolicismo e ser uma espécie de martir, ainda que sem morte, da religião católica. Isso fez com que a degustação da iguaria que leva o seu nome, não obstante o perigo de incorrer no pecado da gula, fosse também uma forma de afirmação religiosa católica.
INGREDIENTES
30 gemas peneiradas (ou seja, 30 atos radicais de ruptura das rígidas porém frágeis estruturas estabelecidas!)
250 ml de leite
500 g de açúcar refinado
150 g de coco ralado fresco
suco de uma metade de um limão
1 pitada de sal
MODO DE PREPARO
Numa tigela coloque as gemas, o leite, o açúcar, o coco, o suco de limão e o sal, ou seja, coloque tudo numa tigela. Para fazer um King Jim matador, sugerimos utilizar uma tigela Slayer. Misture bem com o auxílio de uma colher de pau. Transfira a mistura para uma forma de pudim untada com manteiga e polvilhada com açúcar. Leve para assar em banho-maria em forno alto (250º C) por alguma coisa em torno de aproximadamente 91 minutos e 37 segundos. Podem ser usadas forminhas pequenas para fazer porções individuais, caso você embora esteja fazendo uma sobremesa tradicional inglesa seja possuidor da paciência oriental.
Desenforme ainda quente, lembrando que as revoluções só são vitoriosas quando muitos fatores conspiram a favor.
domingo, 14 de março de 2010
O "politicamente correto" e a falcatrua.
Eu até gosto dessa história do "politicamente correto". Na maioria dos casos é uma forma muito mais adequada de se referir a grupos ou pessoas. As vezes pode ser exagero ou engraçado, como chamar um anão de "verticalmente desfavorecido", mas a forma do "politicamente correto" é uma forma de mostrar respeito pelo outro e disfarçar o preconceito que a nossa sociedade finge não existir.
Mas o ponto que eu quero comentar, nesta divagação barata, é quando se usa uma expressão de linguagem semelhante ao "politicamente correto" com a intenção clara de iludir, uma verdadeira falcatrua. Foi o que aconteceu quando inventaram de vender carros "seminovos". Antigamente o carro era novo ou era usado. Até o dia em que uma conhecida locadora inventou esse nome sem-vergonha para vender seus carros usados.
Outra verdadeira falcatrua é o "sabor idêntico ao natural" nos sucos, iogurtes e "alimentos" em geral. Ora bolas, ou é natural ou é artificial. Que palhaçada é essa de "sabor idêntico ao natural". Sim, é uma forma de enganar o cliente, ou, como dizia um amigo meu, "enrolar merda em papel de seda".
O meio empresarial, de auto ajuda e de RH também é fértil na criação dessas bobagens.
Inventaram de chamar problemas de "oportunidades", pontos fracos de "oportunidades de melhorias" e até o velho e bom(?) departamento de pessoal, o popular DP, virou "Talentos Humanos". Como disse já um consultor de negócios há tempos atrás, as empresas não precisam de só de talentos, precisam é de gente normal que trabalhe, e de preferência, ganhe pouco e não reclame!
Mas o ponto que eu quero comentar, nesta divagação barata, é quando se usa uma expressão de linguagem semelhante ao "politicamente correto" com a intenção clara de iludir, uma verdadeira falcatrua. Foi o que aconteceu quando inventaram de vender carros "seminovos". Antigamente o carro era novo ou era usado. Até o dia em que uma conhecida locadora inventou esse nome sem-vergonha para vender seus carros usados.
Outra verdadeira falcatrua é o "sabor idêntico ao natural" nos sucos, iogurtes e "alimentos" em geral. Ora bolas, ou é natural ou é artificial. Que palhaçada é essa de "sabor idêntico ao natural". Sim, é uma forma de enganar o cliente, ou, como dizia um amigo meu, "enrolar merda em papel de seda".
O meio empresarial, de auto ajuda e de RH também é fértil na criação dessas bobagens.
Inventaram de chamar problemas de "oportunidades", pontos fracos de "oportunidades de melhorias" e até o velho e bom(?) departamento de pessoal, o popular DP, virou "Talentos Humanos". Como disse já um consultor de negócios há tempos atrás, as empresas não precisam de só de talentos, precisam é de gente normal que trabalhe, e de preferência, ganhe pouco e não reclame!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Xadrez
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Palavras Caras
Outro dia estava folhando uma Caras e notei que a revista tem um vocabulário próprio, com palavras pouco usadas em outras revistas e até na linguagem falada.
Palavras como “clã”, “diva”, “boda”, “herdeiro” e “prole”, por exemplo, só aparecem na Caras. Por que será que eles usam esses termos?
Será que é para dar um verniz de profundidade e nobreza naquela feira de futilidades?
No lugar de "Clã dos Pereira festeja boda de seu herdeiro", porque não “Família Pereira festeja casamento de filho"?
Tenho saudade da Revista Bundas, que foi lançada com o belo slogan “Quem põe a bunda em Caras jamais terá a cara em Bundas”.
Palavras como “clã”, “diva”, “boda”, “herdeiro” e “prole”, por exemplo, só aparecem na Caras. Por que será que eles usam esses termos?
Será que é para dar um verniz de profundidade e nobreza naquela feira de futilidades?
No lugar de "Clã dos Pereira festeja boda de seu herdeiro", porque não “Família Pereira festeja casamento de filho"?
Tenho saudade da Revista Bundas, que foi lançada com o belo slogan “Quem põe a bunda em Caras jamais terá a cara em Bundas”.
terça-feira, 11 de abril de 2006
Blogs, blogs, blogs...
Eu Blogo,
Tu Blogas,
Ele Bloga,
Nós Blogamos,
Vós Blogais
e eles, os boçais...
Não blogam nem deixam blogar...
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