Mostrando postagens com marcador televisão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador televisão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Proibido proibir

Eu poderia não falar nada hoje.
Ou poderia falar do vento forte e da chuva fria que cortam a pele como faca.
Poderia falar da sexta-feira 13 de agosto e da morte no asfalto na manhã de hoje.

Mas hoje recebi a dica de um video muito engraçado, com um rap, feito em cima do acidente do Werner Schünemann no arroio dilúvio e suas polêmicas declarações. É um assunto muito mais divertido!



As vezes dá mesmo vontade de dizer "É proibido proibir". Ainda que as proibições existam para nos proteger de nós mesmos. Como dira Hobbes, o filósofo, não o amigo imaginário do Calvin, "O homem é o lobo do homem". Então as proibições estão aí para isso mesmo para nos proteger, "enquanto" sociedade, dos outros e até de nós mesmos.

Mas voltando ao "é proibido proibir". As vezes queremos transgredir. As vezes queremos liberdade. Para estes casos, só nos resta pensar "IN VINO VERITAS".

Nota: Estas últimas postagens então enveredando cada vez mais no campo da filosofia: Misturar a gozação do acidente do Werner com Thomas Hobbes é surpreendente. De qualquer forma quem clicar nos link pode aprender mais sobre Hobbes, ou pelo menos os nomes da tira "Calvin e Haroldo" em vários países. Ou várias expressões equivalentes a IN VINO VERITAS.
É isso. Assim são as aulas do professor Fernando F. Uma mistura sem fim.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dunga X Globo!

E agora, essa briga da Globo com o Dunga!
Pra quem não sabe, resumindo, o Dunga quis barrar a exclusividade da Globo nos batidores da Copa e a Globo baixou o sarrafo no Dunga.
O cara tenta moralizar a zona e a Globo quer que a Fifa dê uma punição por que o cara falou uns palavrões!
É muita hipocrisia.
Isso lembra aquela piada do "Bacanal família".
É assim: Era uma vez um bacanal, onde podia fazer tudo, ninguém era de ninguém, mas falar palavrão não podia. Falou palavrão, era obrigado a vestir a roupa e ir embora.

Achei essa figura do Dungobama por aí, muito engraçada:



Detalhes aqui, aqui, aqui, aqui e abaixo os videos da coletiva e da resposta da Globo.

A coletiva:


"levar a melhor informação":

quinta-feira, 17 de junho de 2010

No clima da copa, publicidade argentina.

Continuando nesse clima de copa do mundo, vou mostrar umas propagandas argentinas com que tem o "mundial de futból" como tema.
Estive a pouco em Buenos Aires e essas propagandas passavam direto. E achei essas publicidades melhores que as daqui. Então abaixo estão, uma da Coca, outra da Claro e outra da cerveja Quilmes. Bom proveito!







quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O jornalismo derrotado

(Um texto muito interessante, atual e pertinente)

Por Marcos Rolim (*)

A julgar pelos noticiários, um fantasma assola o Brasil: o Programa Nacional de Direitos Humanos em sua 3º versão (PNDH-III). Todas as potências da Santa Aliança unem-se contra ele: setores da mídia, políticos conservadores, o agronegócio, os militares e a cúpula da Igreja. Os críticos afirmam que o programa propõe a “revisão da Lei de Anistia”, que é autoritário ao propor “controle sobre os meios de comunicação”, além de ser “contra o agronegócio”. Radicalizando, houve quem –fora dos manicômios - identificasse no texto disposição por uma “ditadura comunista”. É hora de denunciar esta farsa onde a desinformação se cruza com o preconceito e a manipulação política.

Auxiliei a redigir o texto final do Programa, juntamente com os professores Paulo Sérgio Pinheiro e Luiz Alberto Gomes de Souza. A parte que me coube foi a da Segurança Pública, mas participei de todos os debates. Assinalo, assim, que a 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos havia proposto uma “Comissão de Verdade e Justiça”; nome que traduzia a vontade de “investigar e punir” os responsáveis pelas violações durante a ditadura. O PNDH-III, entretanto, propôs uma “Comissão da Verdade”, porque prevaleceu o entendimento de que o decisivo é a recuperação das informações, ainda sonegadas, sobre as execuções e a tortura. O Programa não fala em “revisar a Lei da Anistia”; pelo contrário, afirma que a Comissão deve “Colaborar com todas as instâncias do Poder Público para a apuração de violações de Direitos Humanos, observadas as disposições da Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979”. Para quem não sabe, a lei citada é a Lei de Anistia. A notícia, assim, era o afastamento da pretensão punitiva. O caminho escolhido, como se sabe, foi o oposto; o que não assinala informar mal, mas desinformar, simplesmente.

No mais, é interessante que os críticos nunca tenham se manifestado quando, no período do presidente Fernando Henrique Cardoso, propostas muito semelhantes foram apresentadas. Senão vejamos: no que diz respeito aos conflitos agrários, o PNDH-I (1996) já propunha “projeto de lei para tornar obrigatória a presença no local, do juiz ou do Ministério Público, no cumprimento de mandado de manutenção ou reintegração de posse de terras, quando houver pluralidade de réus, para prevenir conflitos violentos no campo, ouvido também o INCRA”. O PNDH-II, seis anos depois, repetiu a proposta. Qual a novidade, neste particular, do PNDH-III? Apenas a idéia de mediação dos conflitos; prática que tem sido usual e que seria institucionalizada por lei. A Senadora Kátia Abreu, então, pode ficar tranqüila. Se o governo apresentar o projeto, ela terá a chance de se posicionar contra a mediação de conflitos e exigir que o tema seja resolvido à bala, como convém a sua particular concepção de democracia.

Quanto à reação ao tal “ranking” de veículos comprometidos com os direitos humanos, o assombro é ainda maior, porque o primeiro PNDH trouxe a ideia de: “Promover o mapeamento dos programas de rádio e TV que estimulem a apologia do crime, da violência, da tortura, das discriminações, do racismo,(…) e da pena de morte, com vistas a (…) adotar as medidas legais pertinentes”. A mesma proposta foi repetida no PNDH-II. Assinale-se que o PNDH-II propôs, além disso: “Apoiar a instalação do Conselho de Comunicação Social, com o objetivo de garantir o controle democrático das concessões de rádio e TV (…) e coibir práticas contrárias aos direitos humanos” e “Garantir a fiscalização da programação das emissoras de rádio e TV, com vistas a assegurar o controle social (…) e a penalizar as empresas (…) que veicularem programação ou publicidade atentatória aos direitos humanos”. Uau! Não são estas as armas dos inimigos da “liberdade de expressão”? Mas, se é assim, porque os críticos não identificaram o “ovo da serpente” na época?

Mais uma vez, ao invés de aprofundar o debate sobre as políticas públicas, a maior parte da mídia se deliciou com a reação vexatória dos militares, com o oportunismo da direita e com o medievalismo da Igreja e o fez às custas da informação, para não variar.

(*) Jornalista e sociólogo, professor da Cátedra de Direitos Humanos do IPA e consultor em segurança pública e direitos humanos. Ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

sábado, 7 de novembro de 2009

Nova África

Um dos poucos programas que me animo a assistir hoje em dia é o "Nova África". O programa passa na TV Brasil (canal 116 na Sky), às sextas às 22h e segundas às 20h e é realmente muito bom.
Um olhar diferente e não superficial sobre o continente africano. É uma série de 26 programas, muito bem feitos e com consistência, diferente daquela superficialidade globoreportiana.
Esta semana passou o 7º episódio então restam quase 20 programas para quem quiser aprender sobre o continente berço da humanidade.
No link http://tvbrasil.ebc.com.br/novaafrica/
está o diário do programa.



Vivas à vida inteligente na TV!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O Ano da França no Brasil

Paris, 2007




São Paulo, 2009




Nos dois casos, praticamente a mesma coisa.
A explosão de revolta da população de um bairro de pobres e imigrantes, diante de assassinatos perpetrados pela polícia.

Não estou de forma alguma defendendo os tais atos de "vandalismo", só exemplificando que tanto nos subúrbios de Paris como em Heliópolis, a situação é a mesma.

Poderia falar muito mais a respeito, mas vou tudo que eu poderia falar está dito e exemplificado na reportagem abaixo, do Paulo Henrique Amorim para o Domingo Espetacular. Assistam e tirem suas conclusões:



quarta-feira, 8 de julho de 2009

Som & Fúria

Ontem estreou na Globo, a minissérie Som & Fúria. Muito boa, como era de se esperar de qualquer projeto assinado pelo Fernando Meirelles.

Mas o que quero comentar aqui não é a minissérie, e sim o título e as idéias associadas a ele. Tem uma música que abre o primeiro disco solo do Frejat com o mesmo nome, Som e Fúria. A letra fala “a vida é cheia de som e fúria”.
“A vida é cheia de som e fúria” é também o nome de uma peça de teatro de um grupo de Curitiba baseada no livro High Fidelity (Alta Fidelidade) do Nick Hornby. Não assisti a peça, mas li que ela é mais fiel ao livro que o prório filme. (Em tempo, o livro e o filme são muito bons).

O título da peça de Curitiba, é uma alusão, a Macbeth, de William Shakespeare, que também é citada no livro de Hornby. Shakespeare também é o mote principal da minissérie. No final de Macbeth há um trecho:

"Out, out, brief candle! Life's but a walking shadow, a poor player that struts and frets his hour upon the stage and then is heard no more: it is a tale told by an idiot, full of sound and fury, signifying nothing." Macbeth Quote (Act V, Scene V).

Duas traduções oficiais estão abaixo (eu não vou entrar nessa de traduzir Shakespeare:)
"Apaga vela! A vida é só uma sombra: um mau ator que grita e se debate pelo palco, depois é esquecido; é uma história que conta o idiota, toda som e fúria, sem querer dizer nada”.
"Fora! apaga-te,candeia transitória! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre cômico que se empavona e agita por uma hora no palco, sem que seja, após, ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de fúria e muita barulheira, que nada significa."

Mas o que eu queria comentar é essa frase, “A vida é cheia de som e fúria”.

Acho que deveria ser assim, quer dizer, uma vida interessante deveria ser cheia de som e fúria. Ou pelo menos, não sejamos tão radicais, deveria ter uma boa dose de som e fúria.

Calma, tranquilidade é bom, mas um pouco de fúria, agitação, rebeldia na vida também é essencial.

E aí então fica uma saudação a todos que colocaram a fúria no seu som!
Ou som na sua fúria.
Ou fúria na sua vida.
Ou vida no seu som.
Ou som na sua vida.
Ou vida na sua fúria.

E viva os Sex Pistols!

Viva os Ramones!

Viva o Motörhead!

Viva o The Clash!

Viva o Mötley Crüe!

Viva a Legião Urbana!

Viva Iggy Pop!

Viva os Inocentes!

Viva Megadeth!

Viva Sepultura!

...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Bauhaus X Bahuan

Essa aconteceu ontem na Fnac do Barrashoppingsulcristal:

A Lu estava olhando o livro da Bauhaus da Taschen. A Bauhaus, para quem não sabe, foi uma escola de Arquitetura e Design na Alemanha no período entre guerras. Apesar de acabar sendo fechada pelos nazistas ela teve enorme influência no mundo da Arquitetura e Design modernos.





Nisso, um casal passa por ali, olha, olha, e a mulher tasca:

- Olha lá, que legal o livro do Bahuan!”






Alguém por favor me diga o que o Bahuan tem de importante para ter um livro?
(Também não duvido que daqui a pouco a Globomarcas não lance um "Bahuan Archiv" com os principais expoentes do design indiano-projac!!!)

Isso mostra a poder da televisão e a confusão que ela faz na cabeça das pessoas! A criatividade e a estupidez nunca terão limites.

Pra quem quiser aprender alguma coisa, além do que passa na novela, mais informações sobre a Bauhaus, em português:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bauhaus

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Força-Tarefa, os velhos Titãs e a velha Polícia.

Quinta passada estreou na Globo o seriado “Força-Tarefa”.

Legal, bem produzido, interessante, mas com algumas falhas aqui e ali. Como, por exemplo, o fato do dinheiro “velho” sair de uma empresa de transporte de valores e ir de helicóptero para algum lugar ser incinerado. Hoje em dia o dinheiro “velho” não é mais incinerado, é fragmentado nas unidades do Banco Central. De qualquer forma o programa vale ser assistido por quem gosta de ação.

Uma coisa muito curiosa é a música da abertura. A velha “Polícia” dos velhos Titãs. Lá ela está em uma versão nova, tocada por outros artistas, apenas com o refrão “polícia para quem precisa de polícia”. O detalhe é que neste caso foi subvertida a idéia original da música. Apesar de nenhuma palavra diferente, no seriado a música passa a ser uma exaltação da polícia e a “polícia para quem precisa de polícia” é a própria força-tarefa que dá nome ao seriado e que investiga os crimes cometidos por policiais.

Muito diferente da idéia inicial da música, nos idos de 1986, que criticava a polícia e sua truculência. Naquela época, “polícia para quem precisa de polícia” era um grito de liberdade. Afinal, no contexto da época e da música, a polícia estava lá para reprimir o jovem que queria diversão. Os Titãs bradavam “polícia para quem precisa de polícia”, ou seja, vamos repreender quem não quer que a gente viva nossa própria vida.

Mas o tempo passa, as coisas mudam. A criminalidade e a violência hoje são bem maiores. Os tempos são outros, os jovens são outros, as drogas são outras, os Titãs são outros e a própria polícia hoje talvez seja - e por que não? - outra.

Abaixo está a letra da velha Polícia com a rebeldia que não existe mais. Inclusive, essa música tem uma bela versão do Sepultura também, com alguns palavrões a mais na letra.

Polícia

Composição: Tony Bellotto

Dizem que ela existe
Prá ajudar!
Dizem que ela existe
Prá proteger!
Eu sei que ela pode
Te parar!
Eu sei que ela pode
Te prender!

Polícia
Para quem precisa.
Polícia
Para quem precisa
De polícia!

Dizem prá você
Obedecer!
Dizem prá você
Responder!
Dizem prá você
Cooperar!
Dizem prá você
Respeitar!

Polícia
Para quem precisa.
Polícia
Para quem precisa
De polícia!