Bem vindo ao agatetepê do Fernando F. Textos e ideias jogadas ao vento. Leia, pense, comente, opine...
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Nestes tempos de intolerância
Ou seria utopia?
Então aí vai uma música que fala:
"Nessa cidade todos vivem em paz
nessa cidade somos todos iguais"
Foi uma espécie de "We are the World" brasileiro, com uma música dos "bons e velhos" Titãs e participação de vários figurões (ou figuraças?) do Brock e da MPB.
Foi feita de encomenda como tema de final de ano para a Rádio Cidade, em 1985.
Apesar do evidente caráter comercial é um registro histórico de uma época e a letra mesmo sendo simples tem uma bela mensagem.
Fica aí para quem quer ter esperança.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Prog'n'Ramones
A série dos argentinos é ótima, curto muito esse tipo de trans-versão, como a do Bossa'n'Ramones abaixo.

Mas a minha ideia original era fazer um Prog’n’Ramones, por exemplo.
Era só pegar as músicas simples e diretas de 2 minutos do Ramones e transformar em epopeias barrocas intermináveis.
Que tal uma versão de “I wanna be sedated” de 20 minutos, com solos lisérgicos de teclados, bateria em compassos exóticos, solos de baixo em escalas atonais transversas dodecafônicas e solos esmirilhantes de guitarras dobradas e redobradas em estúdio?
Ia ser matador! Ou será que não? Ou ia matar a paciência do ouvinte?
sábado, 16 de outubro de 2010
The best of us can find happiness in misery
The best of us can find happiness in misery
I don`t care - Fall Out Boy
Eu sei que a banda é meio EMO, mas o essa frase "The best of us can find happiness in misery" é muito boa!
Algo como: o melhor de nós pode achar felicidade na miséria.
Find happiness in misery pode ter várias interpretações:
Como aquela flor que nasce no lixo.
Ou como as sacanagens que o pessoal da banda apronta no vídeo.
Ou tentar se aproveitar da ignorância alheia, tirando proveito de uma má atitude.
Ou a Schadenfreude, o sentimento de alegria ou prazer pelo sofrimento ou infelicidade dos outros.
Assim como no ditado popular: Schadenfreude ist die schönste Freude, denn sie kommt von Herzen - Schadenfreude é a alegria mais bela, já que vem do coração.
Ou quem sente prazer em uma relação sadomasoquista.
Ou até coisas como o abuso de drogas ou de álcool, nesse caso a miséria é a própria miséria.
Além disso, o vídeo também tem coisas muito legais como o Gilby Clark dos Guns`n`Roses falando mal dos Emos e no final se transformando na Sarah Palin, que é o Indio da Costa dos americanos...
Eu não vim até aqui pra desistir agora...
Eu não vim até aqui pra desistir agora, entendo você se quiser ir embora!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Proibido proibir
Ou poderia falar do vento forte e da chuva fria que cortam a pele como faca.
Poderia falar da sexta-feira 13 de agosto e da morte no asfalto na manhã de hoje.
Mas hoje recebi a dica de um video muito engraçado, com um rap, feito em cima do acidente do Werner Schünemann no arroio dilúvio e suas polêmicas declarações. É um assunto muito mais divertido!
As vezes dá mesmo vontade de dizer "É proibido proibir". Ainda que as proibições existam para nos proteger de nós mesmos. Como dira Hobbes, o filósofo, não o amigo imaginário do Calvin, "O homem é o lobo do homem". Então as proibições estão aí para isso mesmo para nos proteger, "enquanto" sociedade, dos outros e até de nós mesmos.
Mas voltando ao "é proibido proibir". As vezes queremos transgredir. As vezes queremos liberdade. Para estes casos, só nos resta pensar "IN VINO VERITAS".
Nota: Estas últimas postagens então enveredando cada vez mais no campo da filosofia: Misturar a gozação do acidente do Werner com Thomas Hobbes é surpreendente. De qualquer forma quem clicar nos link pode aprender mais sobre Hobbes, ou pelo menos os nomes da tira "Calvin e Haroldo" em vários países. Ou várias expressões equivalentes a IN VINO VERITAS.
É isso. Assim são as aulas do professor Fernando F. Uma mistura sem fim.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Por cima de um muro de hipocrisia
Uma vez Lulu cantou “as vezes eu me sinto uma mola encolhida”.
Afinal de contas, quem, principalmente nesses dias chuvosos, tristes, nunca se sentiu “uma mola encolhida”?
Dizer que está de baixo astral, triste, deprê, qualquer um diz.
Mas se sentir uma “mola encolhida” é muito mais que isso. É um amplo aspecto muito mais completo, uma mistura de sentimentos de tristeza, impotência, angústia, força contida até mesmo solidão que a analogia “mola encolhida” traz e que poucas outras expressões conseguem compreender.
Lulu Santos consegue como poucos captar o Zeitgeist, ou seja o espírito do nosso tempo com palavras e analogias fantásticas.
Frases e expressões como “Não leve o personagem pra cama, pode acabar sendo fatal”, "tomar o mundo feito coca-cola", considerar “justa toda forma de amor” e “as vezes eu me sinto uma mola encolhida” são clássicos da filosofia moderna.
Mas vamos agora passar à análise do Mito Fundador da escola de pensamento lulusantiana (ou seria melhor lulusantista?) a profética “Tempos Modernos”.
É uma letra que traz em seu bojo todo um arcabouço teórico-filosófico-revolucionário, tão grande que seria suficiente para fundar além de uma escola filosófica até mesmo uma religião.
Esta seria a Igreja Lulu-Santista dos Tempos Modernos (ILSTM).
O conteúdo de “Tempos Modernos” vai no cerne exato em que uma religião deve se basear.
As religiões deveriam fazer as pessoas viverem melhor. Nunca semear a discórdia, o preconceito e o ódio, como quase todas religiões acabam por fazer.
Religiões deveriam apenas propagar o mais nobre dos sentimentos, o Amor.
Então vamos, juntos entoar este louvor:
Tempos Modernos
Composição: Lulu Santos
Eu vejo a vida
Melhor no futuro (esperança, a base de toda religião)
Eu vejo isso
Por cima de um muro
De hipocrisia
Que insiste
Em nos rodear...(falou tudo, chega de hipocrisia e preconceito)
Eu vejo a vida
Mais clara e farta
Repleta de toda
Satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão... (esperança, fartura, satisfação e alegria no céu e na terra)
Eu quero crer
No amor numa boa (amor, a base de tudo)
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar**, a força
Que tem uma paixão... (amor, para todos, isso é o fundamento da ILSTM)
Eu vejo um novo
Começo de era (esperança)
De gente fina
Elegante e sincera (os seguidores da ILSTM)
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não, não, não...(acabar com a hipocrisia e espalhar o amor só depende de nós)
Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir... (A mensagem final: vamos amar e fazer um mundo melhor, agora, não há tempo a perder. Não há tempo que volte, amor. Vamos viver tudo que há para viver. Vamos nos permitir!!!!)
* Segundo a minha definição
** Neste ponto chegamos à um ápice do poder revolucionario da obra lulusantiana. Além da revolução filosofica, religiosa e comportamental evidentes aqui surge também uma nova revolução. Uma revolução linguística. Quando Lulu Santos usa realizar no sentido do inglês "To Realize", no sentido de "se dar conta de" está provocando uma revolução linguistica. Mais do que isso, está promovendo a união dos povos latinos com os povos anglo saxões. É muito, muito mais do que muitos filosofos jamais ousaram pensar em fazer.
Ou será que Lulu queria dizer realizar no sentido de tornar real? Neste caso "qualquer pessoa" estaria tornando "a força que tem uma paixão" em algo real, palpável. Assim, neste caso teríamos a força revolucionária de uma paixão, do amor, realmente mudando o mundo. That's The Power of Love.
sábado, 19 de junho de 2010
1º Festival de Heavy Metal
Ainda lembro, fui com meu amigo "James" lá no auditório Araújo Viana, muito antes daquela maldita cobertura. Um festival de Heavy Metal!
Coisas interessantes que se nota no cartaz:
- Os nomes das bandas, típicos do heavy nacional do meio dos 80. Todas cantavam em português, isso foi antes do Sepultura. A "mais famosa" era a Frutos da Crise, fazendo uma participação especial. A Frutos da Crise era uma das bandas que participou do disco Rock Garagem, e tocava no rádio (na velha e boa Ipanema FM) com frequência.
- O preço do ingresso: 1500 cruzeiros! Vejam o que era viver com inflação.
- O patrocinio da loja de discos "Disco Voador". A Disco Voador, era "a loja que só bota coisa boa na roda", conforme dizia a propaganda com locução da Katia Suman. A propósito, a trilha de fundo da propaganda era a ótima música Griffons Guard The Gold, da banda holandesa Picture.
- O dono da "Disco Voador" era o Ricardo Barão. Foi ele quem fez (produziu, organizou, juntou as bandas, promoveu, tudo) o disco Rock Garagem.
- Além disso, o Ricado Barão tinha um programa na Ipanema todas as noites às 23 horas. O programa era o "Central Rock". A Kátia fazia o horário das 20 às 23h e depois entrava o Barão.
- Sempre tocando uma variedade enorme de estilos de rock, inclusive com boas doses de Heavy Metal, o programa era uma verdadeira aula de rock. Se hoje eu ainda lembro o nome de uma meia dúzia de bandas, músicas e discos, muito disso se deve ao Ricardo Barão.
Bom, chega de viagem sentimental por hoje!
domingo, 31 de janeiro de 2010
domingo, 8 de novembro de 2009
Sociologia Barata: Rappers Marrentos X Tristes Losers
Estava vendo no "oi fashion rocks" na tv, a apresentação do Ja Rule e me veio a idéia de porque os adolescentes de hoje parecem são tão marrentos.
Esses rappers de hoje, como o Ja Rule, 50 Cent tem uma postura tão arrogante, de se achar o máximo, que é um contraste grande com a postura dos músicos e ídolos dos 80.
New Order, Smiths, Legião Urbana, U2, INXS eram low profile, tristes até.
Mesmo os arrogantes como o Prince, tinham uma postura diferente, sei lá, menos expansiva, mais outsider, mais freak.
Madonna cantava "I'm a material girl" como se fosse um personagem, não como alguém contando vantagem, falando de si mesmo.
Nem mesmo as bandas de Hard Rock posers como Mötley Crüe ou Bon Jovi tinham essa postura, de cantar "eu sou o melhor, tenho dinheiro, pego todas" por mais que fizessem isso na prática.
Acho que no fundo, todos da geração 80 se achavam uns losers.
Antes nos 70, crescemos ouvindo "you missed the starting gun" na Time do Pink Floyd.
Nos 90, Beck disse tudo, com Loser:
http://www.youtube.com/watch?v=TJN3PGqDRNg
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Parece, mas não é...
Isso tem aumentado muito com a difusão dos arquivos mp3.
Basta algum infeliz salvar o arquivo com o nome errado e a desinformação se espalha como praga no Egito.
Um exemplo é a música “The Promise” que é de uma banda chamada “When In Rome”, que o Carlos baixou como sendo do Depeche Mode.
Parece um pouco o Depeche Mode, como se pode ouvir/ver abaixo:
Na maioria dos casos isso ocorre com as bandas “One Hit Wonders” ou bandas de um sucesso só. Buscam um estilo conhecido para “se inspirar” e o seu sucesso acaba parecendo fazer parte do repertório da banda inspiradora.
Outra é a banda alemã Camouflage. Essa tem uma música que é mais Depeche Mode que o próprio Depeche Mode. Confiram abaixo o sucesso "The Great Commandment":
Também quando o “Stone Temple Pilots” lançou seu primeiro disco, o primeiro sucesso foi a música “Plush”, que tem toda a cara de ser do Perl Jam:
O Brasil também tem seus exemplos:
Um é a banda “O Surto”, que fez “a melhor música do Charlie Brown Junior”, chamada “A Cera” – aquela do “O piercing dela refletia a luz do sol”:
Outro caso é o “Uns e Outros” com a “legião urbanística” "Carta aos Missionários":
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Bizarro! Rick Astley x Nirvana
Cada coisa que se acha por aí!
É muito legal e muito engraçado esse mash-up da "Never Gonna Give You Up" do Rick Astley com a "Smells Like Teen Spirit" do Nirvana.
Quem produziu o som foi o DJ Morgoth, que tem o singelo logotipo estilo Metallica abaixo:
No blog dele dá para ouvir e baixar várias outras faixas, inclusive uma versão bizarra misturando de You've Got another thing comin'" do Judas Priest com "Smach My Bitch Up" do Prodigy.
Ótima opção para sonorizar umas festas furiosas!
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Som & Fúria
Mas o que quero comentar aqui não é a minissérie, e sim o título e as idéias associadas a ele. Tem uma música que abre o primeiro disco solo do Frejat com o mesmo nome, Som e Fúria. A letra fala “a vida é cheia de som e fúria”.
“A vida é cheia de som e fúria” é também o nome de uma peça de teatro de um grupo de Curitiba baseada no livro High Fidelity (Alta Fidelidade) do Nick Hornby. Não assisti a peça, mas li que ela é mais fiel ao livro que o prório filme. (Em tempo, o livro e o filme são muito bons).
O título da peça de Curitiba, é uma alusão, a Macbeth, de William Shakespeare, que também é citada no livro de Hornby. Shakespeare também é o mote principal da minissérie. No final de Macbeth há um trecho:
"Out, out, brief candle! Life's but a walking shadow, a poor player that struts and frets his hour upon the stage and then is heard no more: it is a tale told by an idiot, full of sound and fury, signifying nothing." Macbeth Quote (Act V, Scene V).
Duas traduções oficiais estão abaixo (eu não vou entrar nessa de traduzir Shakespeare:)
"Apaga vela! A vida é só uma sombra: um mau ator que grita e se debate pelo palco, depois é esquecido; é uma história que conta o idiota, toda som e fúria, sem querer dizer nada”.
"Fora! apaga-te,candeia transitória! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre cômico que se empavona e agita por uma hora no palco, sem que seja, após, ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de fúria e muita barulheira, que nada significa."
Mas o que eu queria comentar é essa frase, “A vida é cheia de som e fúria”.
Acho que deveria ser assim, quer dizer, uma vida interessante deveria ser cheia de som e fúria. Ou pelo menos, não sejamos tão radicais, deveria ter uma boa dose de som e fúria.
Calma, tranquilidade é bom, mas um pouco de fúria, agitação, rebeldia na vida também é essencial.
E aí então fica uma saudação a todos que colocaram a fúria no seu som!
Ou som na sua fúria.
Ou fúria na sua vida.
Ou vida no seu som.
Ou som na sua vida.
Ou vida na sua fúria.
E viva os Sex Pistols!
Viva os Ramones!
Viva o Motörhead!
Viva o The Clash!
Viva o Mötley Crüe!
Viva a Legião Urbana!
Viva Iggy Pop!
Viva os Inocentes!
Viva Megadeth!
Viva Sepultura!
...
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Heroin Diaries e a droga da tradução
Nikki Sixx é o baixista e principal compositor do Mötley Crüe e o livro é composto pelos diários de Nikki do Natal de 1986 até o Natal de 1987, um ano regrado a sexo, drogas e rock’n’roll. Este período compreende o final da gravação do disco Girls,Girls,Girls e sua turnê promocional pelos EUA, Canadá e Japão. Além do visceral diário escrito há mais de 20 anos o livro traz depoimentos atuais de vários dos envolvidos na história, como os outros componentes da banda, produtores, empresários e músicos. Lendo o livro, além de conhecer o processo de afundamento de Nikki nas drogas (quantidades absurdas de heroína, cocaína e Jack Daniel's) e todas suas angústias descobrimos vários casos curiosos do louco dia-a-dia dos músicos nas turnês e detalhes da criação das músicas do Crüe.

Em resumo, é um livro obrigatório para fãs do Motlëy Crüe e muito bom para fãs de Rock em geral e para quem se interessa por relatos de adição em drogas e afins. Tem um trabalho gráfico muito bom e histórias densas e carregadas de dor, angústia e verdade.
Mas o grande problema da edição brasileira, mesmo com uma boa edição gráfica, é a péssima tradução e a falta de revisão.
O livro tem erros gritantes de revisão, como errar os nomes dos discos do Crüe, “Shout At The Devil” (trocado para “Shout and the Devil”), chamar “Lemmy, do Motörhead” de “Limmy”, tocar o sexo de um personagem de um parágrafo para o outro.
Será que ninguém lê os originais antes de imprimir?
A tradução no geral é tão ruim, que em vários trechos é preciso ler uma frase, traduzir mentalmente para o inglês para tentar buscar as palavras originais para então traduzir para o português e entender o sentido original da frase.
Mas o pior está na parte final, NOTAS, onde é apresentada a “tradução livre” dos trechos das canções e poesias reproduzidas no livro (que felizmente no corpo do livro estão no original em inglês). Aí eles se superam em tradução mal feita. E, veja só, não sou nenhum expert em inglês, mas vou citar alguns exemplos do que está no livro. Algumas traduções são tão absurdas que dá vontade de chorar:
Primeiro o trecho em inglês,
depois a tradução apresentada no livro,
depois a minha "tradução livre" que eu acho que poderia ser mais adequada:
p20
I'm a world's forgotten boy / The one who searches and destroys
Sou um garoto esquecido do mundo / Mundo que procura e destrói.
Sou um garoto esquecido pelo mundo / (Garoto) Que procura e destrói.
p70
Hollywood dream teens
Hollywood, sonho de adolescentes
Adolescentes dos sonhos de Hollywood (ou seja, algo como "adolescentes perfeitas que moram em Hollywood")
Yesterday's trash queens
O lixo dos reis antigos
Rainhas do lixo de ontem (ou seja, algo como "garotas junkies" de ontem)
Papa won't be home tonight. Found dead with his best friend's wife
O papa não irá para casa esta noite. Encontrou a morte com a melhor amiga de sua esposa.
Papai não estará em casa esta noite. Foi encontrado morto com a mulher do seu melhor amigo.
p79
dancing on a land mine
dançando na minha terra
dançando em uma mina terrestre (dançando num campo minado)
p118
But we finally made the news
Mas nós finalmente nos renovamos
Mas nós finalmente fomos notícia (no jornal)
p168
My fuel injected dreams
Minha droga injeta sonhos
Meus sonhos injetados com combustível
p285
Shoot my gun right between the sheets
Preparar minha arma bem no meio da merda
Dou um tiro (com minha arma) bem no meio dos lençóis
p345
Another freeway shooting
Outra passagem para a morte
Outro tiroteio na estrada.
Conclusão: Nikki Sixx usou muitas drogas, mas droga mesmo é a tradução da edição brasileira do Heroin Diaries.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Wacko!
Wacko Jacko era o rei do pop e recebeu o apelido Wacko Jacko por conta de seu comportamento e atitudes freak. "Wacko" tem o significado de doido, exêntrico, tudo a ver com o MJ.
A música que mais gosto do The King of Pop é a Smooth Criminal. Aí vai o link para quem quiser assistir no utubo:
http://www.youtube.com/watch?v=2WjOn5TNjBM
Essa música é muito boa. Tem uma linha de baixo matadora. Os coros também são legais. A bateria e os metais tem algo de datado-anos-80, mas no todo a música é muito legal.
O MJ, além do inegável talento musical, também foi um dos primeiros negros a romper a barreira e tocar para brancos, misturando na sua música influências das músicas branca e negra.
Tudo bem, Elvis já tinha feito essa mistura nos anos 50, mas o Rock sempre foi uma música mais de branco. E o Elvis era branco tocando para brancos.
A Motown fazia, basicamente, música negra para negros.
Por outro lado, em 82, quando o MJ lançou o Thriler, o sucesso foi tão grande que ele rompeu a barreira racial.
É dificil de acreditar, pois isso já era em 1982(!!!!) e a MTV americana ainda não passava clips de artistas negros. O sucesso de Billie Jean foi tão grande que a MTV, que representava a América racista, foi obrigada a passar o clip, depois os outros clips do Jackson e de outros artistas negros na sequencia. A VH1 já veiculava os clips do Jackson e a MTV teve que se render e ir atrás também.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Sisters of Mercy - Porto Alegre, 3.6.2009
É bom ver uma banda com um som peculiar, vigoroso, embora um pouco datado. Além do vocalista Andrew Eldritch e dos dois guitarristas Ben Christo e Chris Catalyst, um outro músico(?) pilotava os computadores fazendo o som da bateria (Docktor Avalanche), baixo e teclados. Parecia que tocava alguma coisa, mas tudo deveria estar pré gravado. As guitarras, alguns momentos pesadas, outros momentos mais melódicas tocadas com uma atitude rock, porradas na guitarra, mão para cima, pulos, etc. davam um belo visual e um bom som.
Eu até acho que um baixo de verdade seria melhor, mas teve gente que reclamou da falta de um baterista! Daí estavam querendo demais! O Sisters of Mercy nunca teve baterista. Sempre o Doktor Avalanche creditado nos discos foi a bateria eletrônica, que no show por sinal estava mais alta que os vocais.
O Andrew Eldritch fumou o show inteiro, mas conseguia cantar seus graves com competência entre um cigarro e outro. A fumaça, por sinal é um dos problemas do Opinião. Todo mundo fuma e a catinga de cigarro incorpora no corpo. Mas se o show fosse no Bourbon, como o vocalista ia fumar?
O público, pelo menos o da pista, respondia bem a banda, apesar da comunicação ausente entre banda e platéia.
Foi um show legal, divertido, valeu o ingresso.
Durante o show foi possível notar claramente a influencia do som do Sisters em diversas bandas que vieram depois como os Ministry, os Nine Inch Nails e outras mais pesadas como o White Zombie. O uso da bateria eletrônica e efeitos no rock e não no tecnopop -como Kraftwerk, New Order, Depeche Mode, Soft Cell - foi algo bem novo quando eles começaram na metade dos anos 80.
O Sisters of Mercy juntamente com o The Cure, o Echo and The Bunnymen, o The Cult e o Bauhaus (não confundir com o Bahuan do post abaixo – nesse caso a banda tem o nome em homenagem à escola) fizeram a trilha sonora “gótica” dos anos 80 representando bem um estilo marcante daquela época.
Uma coisa curiosa é que no Brasil dos anos 80, tanto essas bandas como os fãs eram chamados de Darks. E os fãs de Heavy Metal detestavam os Darks.
Hoje, não só uma boa parte da galera Metal gosta de bandas como o Sisters of Mercy como nota-se claramente a influência do som dessas bandas em novos gêneros do Metal como o Doom Metal, Gothic Metal e Metal Industrial.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Pink Floyd e Cinema - Sincronismos Bizarros!
Pois eu acabo de descobrir um site de uns malucos que buscaram o sincronismo com TODOS os discos do Pink Floyd. Não só isso, mas acharam sincronismo com os discos dos Beatles, do Alan Parsons (que foi engenheiro de som do The Dark Side of The Moon) do Radiohead e até do Oasis.
Segundo eles, essa idéia de sincronizar os discos nos filmes começou nos estúdios Abbey Road, onde os Beatles gravaram seus últimos discos e onde o Pink Floyd gravou, entre outros o Dark Side.
Coincidências a parte, é realmente bizarro!
Alguns álbuns do Pink Floyd com o sincronismo dos filmes apontados:
Dark Side of the Moon (1973) com o The Wizard of Oz (O Mágico de Oz) (1939)
Wish You Were Here (1975) com It’s a Wonderful Life (A Felicidade não se compra) (1946)
Animals (1977) com Casablanca (1942)
The Wall (1979) com Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas) (1951)
The Division Bell (1994) com Citizen Kane (Cidadão Kane) (1941)
Is There Anybody Out There? - The Wall Live (2000) com Star Wars (Guerra nas Estrelas) (1977)
Alguns links:
O sincronismo com os discos do Pink Floyd
http://www.pinkfloydonline.com/synchronicities/
Vídeo de parte do Alice no Pais das Maravilhas sincronizado com o The Wall (a faixa Run like Hell)
http://www.youtube.com/watch?v=Ad9H2nYOKQw&NR=1
Sincronismo com os Beatles
http://www.geocities.com/acwendland/beatles.html
Sincronismo com o Oasis
http://www.geocities.com/acwendland/oasis.html
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Rio e Rock’n’Roll, a peça.
Aproveitei a estada no Rio para conferir também a peça “Rock’n’Roll”, que é uma montagem brasileira da peça de mesmo nome de Tom Stoppard, que esteve em cartaz em Londres e Nova Iorque.
Achei muito legal, pois a peça mistura quatro coisas que eu gosto muito: Rock, história, política e filosofia. A trilha sonora é muito boa.
A peça se passa entre 1968 e 1990, em Cambrigde na Inglaterra e Praga na Tchecoslováquia. Os personagens principais são um professor universitário marxista inglês e um jovem estudante tcheco apaixonado por rock. De um lado o idealismo do socialismo e de outro a rebeldia do rock como contraponto à opressão de um regime socialista real.
Outros “personagens” da peça, que não aparecem, mas são referências constantes, são o Syd Barrett - fundador do Pink Floyd, que vivia em Cambridge - e a banda The Plastic People of the Universe – grupo underground da Tchecoslováquia que era censurado e perseguido pelo governo socialista.
A peça segue em cartaz por mais um mês, para quem está no Rio é uma ótima opção.
Abaixo estão alguns links com mais informações bem legais:
A peça original, onde é possível navegar na trilha sonora e nos detalhes históricos das épocas.
http://www.rocknrolltheplay.com/home.php
A trilha sonora da peça original (com pequenas diferenças em relação à montagem brasileira) pode ser baixada em:
http://musictraveler.blogspot.com/2009/02/various-soundtrack-of-tom-stoppards.html
Plastic People of the Universe:
http://www.lagrimapsicodelica.blogspot.com/2008/10/plastic-people-of-universe.html
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Plastic_People_of_the_Universe
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Oasis - Porto Alegre, 12.5.2009
Sei que muita gente torce o nariz para o Oasis, com o seu jeito marrento de ser, seus vocais “peculiares” e suas brigas entre irmãos que parecem mais jogada de marketing.
Mas é importante levar em consideração a importância do Oasis, talvez o criador do 2º maior hit do rock dos 90, Wonderwall. (O primeiro naturalmente é Smells Like Teen Spirit do Nirvana.)
O show estava muito bom, excelente levando-se em conta que era o Oasis. Quer dizer, não adianta ir numa churrascaria querendo comer pizza. E se tratando de um show do Oasis estava o melhor que poderia ser.
Gigantinho lotado, público ensandecido. Como fiquei na arquibancada do lado do palco, enxergava o espaço que fica entre a grade e o palco. Durante o show várias pessoas eram carregadas para o atendimento médico, a grande maioria meninas e vi mais de duas serem levadas desmaiadas pelos seguranças. A pista estava realmente quente, o público pulando e cantando o tempo todo. ISSO É ROCK’N’ROLL!
Além disso, foram boas músicas, o baterista tocando muito bem, com vigor e vontade e peso em algumas canções. Guitarras com muitos solos e distorções. Uma explosão de energia Rock’n’Roll, dentro daquela mistura das influencias do Oasis, principalmente Beatles, mas também Stones, Who, Sex Pistols e Smiths.
E apesar da postura blasé, eles não deixaram de fora os hits, tocando 4 músicas do “(What’s The Story) Morning Glory?”, seu disco mais famoso.
Foram momentos altos do show as esperadas Wolderwall, Don’t Look Back in Anger e Champagne Supernova, a penúltima música. Gostei muito também de Morning Glory e de Rock’n’Roll Star, a primeira música do show.
E muito especial também foi o final, com uma versão apoteótica e anárquica de I Am the Walrus, dos The Beatles.
A propósito, um show que termina com I Am the Walrus não tem como ser ruim!
Curiosidades sobre a “I Am the Walrus”
http://pt.wikipedia.org/wiki/I_Am_the_Walrus
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Força-Tarefa, os velhos Titãs e a velha Polícia.
Legal, bem produzido, interessante, mas com algumas falhas aqui e ali. Como, por exemplo, o fato do dinheiro “velho” sair de uma empresa de transporte de valores e ir de helicóptero para algum lugar ser incinerado. Hoje em dia o dinheiro “velho” não é mais incinerado, é fragmentado nas unidades do Banco Central. De qualquer forma o programa vale ser assistido por quem gosta de ação.
Uma coisa muito curiosa é a música da abertura. A velha “Polícia” dos velhos Titãs. Lá ela está em uma versão nova, tocada por outros artistas, apenas com o refrão “polícia para quem precisa de polícia”. O detalhe é que neste caso foi subvertida a idéia original da música. Apesar de nenhuma palavra diferente, no seriado a música passa a ser uma exaltação da polícia e a “polícia para quem precisa de polícia” é a própria força-tarefa que dá nome ao seriado e que investiga os crimes cometidos por policiais.
Muito diferente da idéia inicial da música, nos idos de 1986, que criticava a polícia e sua truculência. Naquela época, “polícia para quem precisa de polícia” era um grito de liberdade. Afinal, no contexto da época e da música, a polícia estava lá para reprimir o jovem que queria diversão. Os Titãs bradavam “polícia para quem precisa de polícia”, ou seja, vamos repreender quem não quer que a gente viva nossa própria vida.
Mas o tempo passa, as coisas mudam. A criminalidade e a violência hoje são bem maiores. Os tempos são outros, os jovens são outros, as drogas são outras, os Titãs são outros e a própria polícia hoje talvez seja - e por que não? - outra.
Abaixo está a letra da velha Polícia com a rebeldia que não existe mais. Inclusive, essa música tem uma bela versão do Sepultura também, com alguns palavrões a mais na letra.
Polícia
Composição: Tony Bellotto
Dizem que ela existe
Prá ajudar!
Dizem que ela existe
Prá proteger!
Eu sei que ela pode
Te parar!
Eu sei que ela pode
Te prender!
Polícia
Para quem precisa.
Polícia
Para quem precisa
De polícia!
Dizem prá você
Obedecer!
Dizem prá você
Responder!
Dizem prá você
Cooperar!
Dizem prá você
Respeitar!
Polícia
Para quem precisa.
Polícia
Para quem precisa
De polícia!