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sexta-feira, 10 de julho de 2009

E por falar em Shakespeare

E por falar em Shakespeare, isso me lembra da seguinte frase de um jovem ator, falando sobre como a profissão de ator hoje é diferente de antigamente, com o adevento das novas tecnologias, e da não necessidade de ir buscar as obras em suas fontes originais:

- “Pois hoje em dia tudo é diferente. Não é mais preciso ter lido Shakespeare no original grego para sem considerado um bom ator”

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Som & Fúria

Ontem estreou na Globo, a minissérie Som & Fúria. Muito boa, como era de se esperar de qualquer projeto assinado pelo Fernando Meirelles.

Mas o que quero comentar aqui não é a minissérie, e sim o título e as idéias associadas a ele. Tem uma música que abre o primeiro disco solo do Frejat com o mesmo nome, Som e Fúria. A letra fala “a vida é cheia de som e fúria”.
“A vida é cheia de som e fúria” é também o nome de uma peça de teatro de um grupo de Curitiba baseada no livro High Fidelity (Alta Fidelidade) do Nick Hornby. Não assisti a peça, mas li que ela é mais fiel ao livro que o prório filme. (Em tempo, o livro e o filme são muito bons).

O título da peça de Curitiba, é uma alusão, a Macbeth, de William Shakespeare, que também é citada no livro de Hornby. Shakespeare também é o mote principal da minissérie. No final de Macbeth há um trecho:

"Out, out, brief candle! Life's but a walking shadow, a poor player that struts and frets his hour upon the stage and then is heard no more: it is a tale told by an idiot, full of sound and fury, signifying nothing." Macbeth Quote (Act V, Scene V).

Duas traduções oficiais estão abaixo (eu não vou entrar nessa de traduzir Shakespeare:)
"Apaga vela! A vida é só uma sombra: um mau ator que grita e se debate pelo palco, depois é esquecido; é uma história que conta o idiota, toda som e fúria, sem querer dizer nada”.
"Fora! apaga-te,candeia transitória! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre cômico que se empavona e agita por uma hora no palco, sem que seja, após, ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de fúria e muita barulheira, que nada significa."

Mas o que eu queria comentar é essa frase, “A vida é cheia de som e fúria”.

Acho que deveria ser assim, quer dizer, uma vida interessante deveria ser cheia de som e fúria. Ou pelo menos, não sejamos tão radicais, deveria ter uma boa dose de som e fúria.

Calma, tranquilidade é bom, mas um pouco de fúria, agitação, rebeldia na vida também é essencial.

E aí então fica uma saudação a todos que colocaram a fúria no seu som!
Ou som na sua fúria.
Ou fúria na sua vida.
Ou vida no seu som.
Ou som na sua vida.
Ou vida na sua fúria.

E viva os Sex Pistols!

Viva os Ramones!

Viva o Motörhead!

Viva o The Clash!

Viva o Mötley Crüe!

Viva a Legião Urbana!

Viva Iggy Pop!

Viva os Inocentes!

Viva Megadeth!

Viva Sepultura!

...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Rio e Rock’n’Roll, a peça.

Semana passada tirei umas micro-férias. Uma semana no Rio. Tempo para descansar, rever uns amigos queridos, pegar uma praia, tomar uns chopps.

Aproveitei a estada no Rio para conferir também a peça “Rock’n’Roll”, que é uma montagem brasileira da peça de mesmo nome de Tom Stoppard, que esteve em cartaz em Londres e Nova Iorque.
Achei muito legal, pois a peça mistura quatro coisas que eu gosto muito: Rock, história, política e filosofia. A trilha sonora é muito boa.

A peça se passa entre 1968 e 1990, em Cambrigde na Inglaterra e Praga na Tchecoslováquia. Os personagens principais são um professor universitário marxista inglês e um jovem estudante tcheco apaixonado por rock. De um lado o idealismo do socialismo e de outro a rebeldia do rock como contraponto à opressão de um regime socialista real.
Outros “personagens” da peça, que não aparecem, mas são referências constantes, são o Syd Barrett - fundador do Pink Floyd, que vivia em Cambridge - e a banda The Plastic People of the Universe – grupo underground da Tchecoslováquia que era censurado e perseguido pelo governo socialista.
A peça segue em cartaz por mais um mês, para quem está no Rio é uma ótima opção.

Abaixo estão alguns links com mais informações bem legais:

A peça original, onde é possível navegar na trilha sonora e nos detalhes históricos das épocas.
http://www.rocknrolltheplay.com/home.php

A trilha sonora da peça original (com pequenas diferenças em relação à montagem brasileira) pode ser baixada em:
http://musictraveler.blogspot.com/2009/02/various-soundtrack-of-tom-stoppards.html

Plastic People of the Universe:
http://www.lagrimapsicodelica.blogspot.com/2008/10/plastic-people-of-universe.html
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Plastic_People_of_the_Universe