quinta-feira, 17 de junho de 2010

No clima da copa, publicidade argentina.

Continuando nesse clima de copa do mundo, vou mostrar umas propagandas argentinas com que tem o "mundial de futból" como tema.
Estive a pouco em Buenos Aires e essas propagandas passavam direto. E achei essas publicidades melhores que as daqui. Então abaixo estão, uma da Coca, outra da Claro e outra da cerveja Quilmes. Bom proveito!







quarta-feira, 16 de junho de 2010

Entrando no clima da copa do mundo

Este texto foi pescado no Blog do Sakamoto. O blog fala de coisas "feias e sujas" que infelizmente fazem parte da nossa sociedade. O link está permanente na barra ao lado.
Mas voltando ao texto, entrando no clima de copa do mundo, fala sobre a triste realidade do trabalho infantil e o sonho de ser jogador de futebol.

O sonho de Jonas era ser jogador de futebol

Cerqueiros perfuram o chão, plantando mourões e passando arame por quilômetros a fio sob o sol forte da Amazônia. O serviço é pesado: dependendo do relevo, a cabeça arde por dias até que se complete um quilômetro de cerca. O pequeno açude, turvo e sujo, serve para matar a sede, cozinhar e tomar banho. Um perigo, pois a pele fica impregnada com o veneno borrifado para tratar o pasto. Dessa forma, a terra vai se dividindo – não entre os cerqueiros, que continuarão sonhando com o dia em que plantarão para si, mas em grandes pastos para os bois. Dentre os trabalhadores, olhos claros e pele queimada, Jonas*, de 14 anos.

Analfabeto, me contou que morava em uma favela em Eldorado dos Carajás (PA) com a família adotiva e ia ao campo para ganhar dinheiro. Foi dado de presente pela mãe aos três anos de idade e trabalhava desde os 12 para poder comprar suas roupas, calçados, fortificantes e remédios – até então, já tinha pego uma dengue e cinco malárias. Com o que ganhava no serviço, também pagava sorvetes e lanches para ele e seus amigos. E só. Segundo Jonas, a adolescência não era tão divertida assim: “brincadeira lá é muito pouca.”

A lei é bem clara – nessa idade, permite ao jovem apenas a condição de aprendiz, em uma escola destinada a esse fim. O trabalho que Jonas realizava só seria permitido a partir de 18 anos e, ainda assim, sem as condições insalubres a que estavam expostos os cerqueiros.

Seu padrasto era um dos “gatos” da fazenda. Gato é como são chamados os contratadores de serviços, que arregimentam pessoas e fazem a ponte entre o empregador e os peões. Porém, isso não lhe garantiu nenhum tratamento especial: teve que descontar do salário a bota que usava para trabalhar. Perguntei para o padrasto se isso era justo. Ele, de pronto, me respondeu que não considerava a venda do calçado para o próprio filho errado e justificou: “como vou sustentar a minha mulher?”

O alojamento que Jonas dividia com os outros era feito de algumas toras fincadas no chão, um pouco de palha e uma lona cobrindo tudo. O sol transformava a casa improvisada em forno, encurtando, assim, a hora do almoço. Redes faziam o papel de camas, penduradas aqui e ali para embalar, entre um dia e outro de trabalho, os sonhos das pessoas. O de Jonas, como vários outros rapazes da sua idade, era ser jogador de futebol.

Presença garantida nos times dos mais velhos, participava de jogos e campeonatos quando eles aconteciam. Queria ser profissional, mas apesar de gostar dos times do Rio de Janeiro e de São Paulo, preferia ficar lá mesmo no Pará – quem sabe, algum dia, vestindo as camisas do Paysandu ou do Remo. Por nunca ter ganho na vida um presente de aniversário, não esperava nada naquele ano. Mas disse que pediria uma bola – se pudesse.

Centenas de crianças e jovens no Brasil abandonam a escola e trabalham desde cedo para ajudar as finanças em casa ou mesmo se sustentar. Muitas estão sujeitas a condições degradantes, como Jonas. Perdem dedos nas máquinas de apurar fibras de sisal, queimam braços e pernas nos fornos de carvoarias, catam latinhas de alumínio nos lixões das grandes cidades. Em casos extremos, são obrigados a trabalhar só por comida e impedidos de sair enquanto não terminarem o serviço.

Muitos deles, como Jonas, queriam ser jogadores de futebol. Talvez porque gostem do esporte como nós. Ou talvez porque vejam nele a possibilidade de se verem livres daquela vida, com a bola carregando-os para bem longe, longe o bastante para nunca mais voltar.

*Mudei o nome para garantir a integridade de Jonas.

Chega de preguiça, vamos voltar...

Bah, faz tempo que não escrevo nada por aqui.
A verdade é que não tenho tido saco de escrever nada.
É um problema, a falta de paciência....
São muitas horas trabalhando na frente do computador. Em casa não me animo nem a ligar...

E são muitas coisas que eu poderia comentar, mas as ideias vão passando e vão sumindo. Outras vão perdendo o timing. Depois vou fazer alguns comentários, mesmo que fora de época.
De qualquer forma, mesmo não escrevendo nada, eu uso o blog quase que diariamente para olhar as atualizações dos outros blogs, por aí na barra do lado está tudo o que acompanho. Toda hora adiciono um link novo.
Não era a minha idéia incial colocar textos copiados de outros blogs e outras fontes mas é uma das coisas que vou começar a fazer para aumentar as postagens do blog.
Também assim é uma forma de guardar (e compartilhar) textos que acho interessantes e que vão se perdendo pelo ciberspaço infinito.
Independente de copyrights vou colocando alguma coisa por aí.
E tem umas coisas novas também, mas vamos com calma.
Até.

domingo, 14 de março de 2010

O "politicamente correto" e a falcatrua.

Eu até gosto dessa história do "politicamente correto". Na maioria dos casos é uma forma muito mais adequada de se referir a grupos ou pessoas. As vezes pode ser exagero ou engraçado, como chamar um anão de "verticalmente desfavorecido", mas a forma do "politicamente correto" é uma forma de mostrar respeito pelo outro e disfarçar o preconceito que a nossa sociedade finge não existir.

Mas o ponto que eu quero comentar, nesta divagação barata, é quando se usa uma expressão de linguagem semelhante ao "politicamente correto" com a intenção clara de iludir, uma verdadeira falcatrua. Foi o que aconteceu quando inventaram de vender carros "seminovos". Antigamente o carro era novo ou era usado. Até o dia em que uma conhecida locadora inventou esse nome sem-vergonha para vender seus carros usados.
Outra verdadeira falcatrua é o "sabor idêntico ao natural" nos sucos, iogurtes e "alimentos" em geral. Ora bolas, ou é natural ou é artificial. Que palhaçada é essa de "sabor idêntico ao natural". Sim, é uma forma de enganar o cliente, ou, como dizia um amigo meu, "enrolar merda em papel de seda".
O meio empresarial, de auto ajuda e de RH também é fértil na criação dessas bobagens.
Inventaram de chamar problemas de "oportunidades", pontos fracos de "oportunidades de melhorias" e até o velho e bom(?) departamento de pessoal, o popular DP, virou "Talentos Humanos". Como disse já um consultor de negócios há tempos atrás, as empresas não precisam de só de talentos, precisam é de gente normal que trabalhe, e de preferência, ganhe pouco e não reclame!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Tempo de matar cavalos

Alguém me diga:
-Qual a utilidade dessa palhaçada, além de bostejar a praia e matar cavalos?

Abaixo a coluna do Juremir Machado da Silva, publicada 25/02 no Correio do Povo, falando sobre essa "cavalgada do mar":

Tempo de matar cavalos

Meu avô era um sábio analfabeto. Certas coisas ele não compreendia: as mulheres que via na televisão bronzeando-se ao sol do meio-dia e homens cansando cavalos inutilmente. Antes de os cientistas darem o alerta ele já conhecia os perigos do sol para a pele dos humanos e para o fôlegos dos animais. Meu pai seguia a mesma lei: no verão, não se encilhava cavalo das 11 horas da manhã até quatro e meia da tarde. Salvo extrema necessidade. Por isso, levantavam muito cedo. As principais lides campeiras tinham de ser feitas antes de o sol ganhar o alto do céu. Andar a cavalo sem necessidade no calor era para eles coisa de gente da cidade. Pior do que isso, era algo condenável. Bárbaro.

As notícias de que dois cavalos morreram na tal cavalgada do mar horrorizariam meu avô e meu pai. Eles adoravam cavalos. Cuidavam deles com muito carinho. Veriam nessa exibição de cavaleiros urbanos, num dos verões mais quentes dos últimos tempos, um exibicionismo despropositado, uma falta de conhecimento escandalosa e uma maldade intolerável com os bichos. Para quê? Mais espantoso é o lema da brincadeira deste ano: “mulheres a cavalo pelo Rio Grande”. Um gaúcho verdadeiro, da campanha, diria com algum deboche: parem com isso, soltem os cavalos pelo Rio Grande. Com um solaço desses só há uma coisa a fazer: ficar mateando ou sesteando embaixo de um cinamomo. O resto é frescura de gente maturranga.

A secretária da Cultura, Mônica Leal, está contribuindo para maltratar cavalos na beira do mar. Ela é entusiasta desse tipo de ação cultural. Enquanto ela ajuda a estafar cavalos, sentindo-se uma nova Anita, a cultura do Rio Grande do Sul estrebucha. A sala de cinema Norberto Lubisco foi fechada. Tem cinema no shopping. Voltaire Schilling, um dos nossos intelectuais mais brilhantes e tradicionais, foi demitido da direção do Memorial do Rio Grande do Sul. Parece que ele não tinha o que conversar com a chefe. Afinal, não é de andar a cavalo na praia com sol quente. A casa está caindo, os cavalos morrendo, o circo pegando fogo. Mas a secretária Mônica Leal está firme na montaria. Sempre. Ela é dura na queda. Corresponde a todos os clichês imagináveis.

Agora, entre nós, há sem dúvida um ponto obscuro, um elemento que exige investigação séria: por que mesmo Mônica Leal tornou-se secretária da Cultura? É um tempo estranho este. Quando não há mais necessidade alguma de movimento, todos querem se deslocar. Especialmente pelos meios mais anacrônicos. Pode haver algo mais excitante do que permanecer no lombo de um cavalo, com o sol a pino, até o bicho morrer? Tudo isso em nome da tradição! Os franceses do século XVIII usavam perucas empoadas. O Ministério da Cultura da França devia lutar pela recuperação dessa tradição eliminada pela modernidade. Vou comprar um cavalo para matar na próxima cavalgada.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Gaúchos adoram rodízio!

Depois do "Luz para todos" do Governo Federal, o Governo Estadual para não ficar atrás lançou o "Falta de Luz para todos".
Manchete da ZH de hoje:
"Calorão faz CEEE criar rodízio de corte de luz"

Última moda em São Paulo.


Essa é a nova moda em São Paulo, a capital do concreto!