sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

RS - Melhor em tudo!

Mais uma para a série, Rio Grande, melhor em tudo.
Copiado do RS Urgente, do Marco Weissheimer

RS, primeiro lugar em tudo



O Grupo SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade espalhou diversos outdoors pelas ruas de Porto Alegre estampando a frase: RS 1° lugar em tudo e logo em seguida traz alguns dados dos recordes negativos, como a que afirma que Porto Alegre é a capital brasileira com o maior número de Aids por habitante do país.

O objetivo do grupo foi chamar a atenção da população, das autoridades e, principalmente, dos participantes do Fórum Social Mundial, para a má gestão da saúde no Estado e na Prefeitura de Porto Alegre, que tem contribuído para deixar o Rio Grande do Sul e Porto Alegre - com o maior número de casos por cada 100 mil habitantes.

Mesmo após a coletiva no SIMERS – Sindicato Médico do Rio Grande do Sul no último dia 11 de janeiro, onde foi deliberado o encaminhamento das denúncias ao Ministério Público Federal e Estadual, nada foi resolvido. Gustavo Bernardes, coordenador Geral do SOMOS tem recebido diariamente denúncias de diversas pessoas que vivem com aAds que tem ido procurar seus resultados de exames de carga viral e CD 4 feitos no LACEN e que os mesmos não estão sendo realizados no prazo previsto. “Tem pessoas vindo do interior do Estado buscar seus exames e eles não estão prontos e dizem que os exames feitos em dezembro terão que ser descartados e refeitos, causando enormes transtornos para população que vive com HIV/Aids”, afirma.

Sobram problemas na gestão Estadual e Municipal. No Estado a Política não tem nem coordenação e os recursos de prevenção para as ONGs estão parados desde 2008. No município o gestor não investe em prevenção e falta diálogo com a sociedade civil, denuncia ainda a entidade. Para monitorar e reunir as informações sobre o tema foi criado um blog http://www.rsprimeirolugaremtudo.blogspot.com

Xadrez

Achei isso por aí na net, são diferentes tabuleiros de Xadrez um para cada tipo de situação.


Clique para ampliar.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O jornalismo derrotado

(Um texto muito interessante, atual e pertinente)

Por Marcos Rolim (*)

A julgar pelos noticiários, um fantasma assola o Brasil: o Programa Nacional de Direitos Humanos em sua 3º versão (PNDH-III). Todas as potências da Santa Aliança unem-se contra ele: setores da mídia, políticos conservadores, o agronegócio, os militares e a cúpula da Igreja. Os críticos afirmam que o programa propõe a “revisão da Lei de Anistia”, que é autoritário ao propor “controle sobre os meios de comunicação”, além de ser “contra o agronegócio”. Radicalizando, houve quem –fora dos manicômios - identificasse no texto disposição por uma “ditadura comunista”. É hora de denunciar esta farsa onde a desinformação se cruza com o preconceito e a manipulação política.

Auxiliei a redigir o texto final do Programa, juntamente com os professores Paulo Sérgio Pinheiro e Luiz Alberto Gomes de Souza. A parte que me coube foi a da Segurança Pública, mas participei de todos os debates. Assinalo, assim, que a 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos havia proposto uma “Comissão de Verdade e Justiça”; nome que traduzia a vontade de “investigar e punir” os responsáveis pelas violações durante a ditadura. O PNDH-III, entretanto, propôs uma “Comissão da Verdade”, porque prevaleceu o entendimento de que o decisivo é a recuperação das informações, ainda sonegadas, sobre as execuções e a tortura. O Programa não fala em “revisar a Lei da Anistia”; pelo contrário, afirma que a Comissão deve “Colaborar com todas as instâncias do Poder Público para a apuração de violações de Direitos Humanos, observadas as disposições da Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979”. Para quem não sabe, a lei citada é a Lei de Anistia. A notícia, assim, era o afastamento da pretensão punitiva. O caminho escolhido, como se sabe, foi o oposto; o que não assinala informar mal, mas desinformar, simplesmente.

No mais, é interessante que os críticos nunca tenham se manifestado quando, no período do presidente Fernando Henrique Cardoso, propostas muito semelhantes foram apresentadas. Senão vejamos: no que diz respeito aos conflitos agrários, o PNDH-I (1996) já propunha “projeto de lei para tornar obrigatória a presença no local, do juiz ou do Ministério Público, no cumprimento de mandado de manutenção ou reintegração de posse de terras, quando houver pluralidade de réus, para prevenir conflitos violentos no campo, ouvido também o INCRA”. O PNDH-II, seis anos depois, repetiu a proposta. Qual a novidade, neste particular, do PNDH-III? Apenas a idéia de mediação dos conflitos; prática que tem sido usual e que seria institucionalizada por lei. A Senadora Kátia Abreu, então, pode ficar tranqüila. Se o governo apresentar o projeto, ela terá a chance de se posicionar contra a mediação de conflitos e exigir que o tema seja resolvido à bala, como convém a sua particular concepção de democracia.

Quanto à reação ao tal “ranking” de veículos comprometidos com os direitos humanos, o assombro é ainda maior, porque o primeiro PNDH trouxe a ideia de: “Promover o mapeamento dos programas de rádio e TV que estimulem a apologia do crime, da violência, da tortura, das discriminações, do racismo,(…) e da pena de morte, com vistas a (…) adotar as medidas legais pertinentes”. A mesma proposta foi repetida no PNDH-II. Assinale-se que o PNDH-II propôs, além disso: “Apoiar a instalação do Conselho de Comunicação Social, com o objetivo de garantir o controle democrático das concessões de rádio e TV (…) e coibir práticas contrárias aos direitos humanos” e “Garantir a fiscalização da programação das emissoras de rádio e TV, com vistas a assegurar o controle social (…) e a penalizar as empresas (…) que veicularem programação ou publicidade atentatória aos direitos humanos”. Uau! Não são estas as armas dos inimigos da “liberdade de expressão”? Mas, se é assim, porque os críticos não identificaram o “ovo da serpente” na época?

Mais uma vez, ao invés de aprofundar o debate sobre as políticas públicas, a maior parte da mídia se deliciou com a reação vexatória dos militares, com o oportunismo da direita e com o medievalismo da Igreja e o fez às custas da informação, para não variar.

(*) Jornalista e sociólogo, professor da Cátedra de Direitos Humanos do IPA e consultor em segurança pública e direitos humanos. Ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

domingo, 8 de novembro de 2009

Sociologia Barata: Rappers Marrentos X Tristes Losers

Devaneios de uma noite de domingo...
Estava vendo no "oi fashion rocks" na tv, a apresentação do Ja Rule e me veio a idéia de porque os adolescentes de hoje parecem são tão marrentos.
Esses rappers de hoje, como o Ja Rule, 50 Cent tem uma postura tão arrogante, de se achar o máximo, que é um contraste grande com a postura dos músicos e ídolos dos 80.
New Order, Smiths, Legião Urbana, U2, INXS eram low profile, tristes até.
Mesmo os arrogantes como o Prince, tinham uma postura diferente, sei lá, menos expansiva, mais outsider, mais freak.
Madonna cantava "I'm a material girl" como se fosse um personagem, não como alguém contando vantagem, falando de si mesmo.
Nem mesmo as bandas de Hard Rock posers como Mötley Crüe ou Bon Jovi tinham essa postura, de cantar "eu sou o melhor, tenho dinheiro, pego todas" por mais que fizessem isso na prática.

Acho que no fundo, todos da geração 80 se achavam uns losers.

Antes nos 70, crescemos ouvindo "you missed the starting gun" na Time do Pink Floyd.

Nos 90, Beck disse tudo, com Loser:
http://www.youtube.com/watch?v=TJN3PGqDRNg

sábado, 7 de novembro de 2009

Nova África

Um dos poucos programas que me animo a assistir hoje em dia é o "Nova África". O programa passa na TV Brasil (canal 116 na Sky), às sextas às 22h e segundas às 20h e é realmente muito bom.
Um olhar diferente e não superficial sobre o continente africano. É uma série de 26 programas, muito bem feitos e com consistência, diferente daquela superficialidade globoreportiana.
Esta semana passou o 7º episódio então restam quase 20 programas para quem quiser aprender sobre o continente berço da humanidade.
No link http://tvbrasil.ebc.com.br/novaafrica/
está o diário do programa.



Vivas à vida inteligente na TV!