quarta-feira, 13 de maio de 2009

Oasis - Porto Alegre, 12.5.2009

Ontem fui no show do Oasis. Nem estava programado para ir, mas acabei ganhando o ingresso na última hora e fui lá conferir.

Sei que muita gente torce o nariz para o Oasis, com o seu jeito marrento de ser, seus vocais “peculiares” e suas brigas entre irmãos que parecem mais jogada de marketing.
Mas é importante levar em consideração a importância do Oasis, talvez o criador do 2º maior hit do rock dos 90, Wonderwall. (O primeiro naturalmente é Smells Like Teen Spirit do Nirvana.)

O show estava muito bom, excelente levando-se em conta que era o Oasis. Quer dizer, não adianta ir numa churrascaria querendo comer pizza. E se tratando de um show do Oasis estava o melhor que poderia ser.
Gigantinho lotado, público ensandecido. Como fiquei na arquibancada do lado do palco, enxergava o espaço que fica entre a grade e o palco. Durante o show várias pessoas eram carregadas para o atendimento médico, a grande maioria meninas e vi mais de duas serem levadas desmaiadas pelos seguranças. A pista estava realmente quente, o público pulando e cantando o tempo todo. ISSO É ROCK’N’ROLL!

Além disso, foram boas músicas, o baterista tocando muito bem, com vigor e vontade e peso em algumas canções. Guitarras com muitos solos e distorções. Uma explosão de energia Rock’n’Roll, dentro daquela mistura das influencias do Oasis, principalmente Beatles, mas também Stones, Who, Sex Pistols e Smiths.

E apesar da postura blasé, eles não deixaram de fora os hits, tocando 4 músicas do “(What’s The Story) Morning Glory?”, seu disco mais famoso.

Foram momentos altos do show as esperadas Wolderwall, Don’t Look Back in Anger e Champagne Supernova, a penúltima música. Gostei muito também de Morning Glory e de Rock’n’Roll Star, a primeira música do show.
E muito especial também foi o final, com uma versão apoteótica e anárquica de I Am the Walrus, dos The Beatles.

A propósito, um show que termina com I Am the Walrus não tem como ser ruim!

Curiosidades sobre a “I Am the Walrus”
http://pt.wikipedia.org/wiki/I_Am_the_Walrus

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Escrever

Escrever, escrever, escrever...

Meus amigos dizem que tenho que escrever.

Mas, escrever o quê?

Estou de férias. Tenho algumas idéias.

Algumas idéias vão vingar, outras, vou esquecer.

Alguma coisa vai sair.

Me aguardem!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

PRIMAVERA CON UNA ESQUINA ROTA

Foi editado em português um dos meus livros preferidos, PRIMAVERA CON UNA ESQUINA ROTA do Mario Benedetti. O título da versão brasileira ficou PRIMAVERA NUM ESPELHO PARTIDO.

Li a versão em espanhol. Não sei como ficou a tradução, a julgar pela tradução do título não parece que foi muito feliz. Principalmente que o livro tem várias nuances de linguagem.
Cada capítulo é escrito por um personagem diferente, alternadamente: Santiago, o personagem “principal” que está preso pela ditadura uruguaia. Graciela, mulher de Santiago, vivendo no exílio na Espanha. Beatriz, a filha de seis anos, que escreve como alguém de seis anos, criando os capítulos mais divertidos do livro. Além destes, “escrevem” o pai de Santiago, um amigo que também está no exílio e o próprio autor, Mário Benedetti, contando alguns casos pessoais relacionados com o tema do exílio.
Essa fórmula, cada capítulo escrito por “uma pessoa” diferente, é muito interessante e faz com que cada capítulo possa ser lido isoladamente.

Bom, o livro é muito bom, e fica aí a dica de uma boa leitura. Ler no original com certeza é melhor, mas o lançamento da versão brasileira dá acesso e visibilidade maior a esta grande obra.

OBS: Li uns capítulos do livro traduzido em uma livraria. A tradução é boa, vale a pena ler para conhecer a história que é muito interessante. Estou com um "trauma" de traduções mal feitas, que vou comentar em breve...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Força-Tarefa, os velhos Titãs e a velha Polícia.

Quinta passada estreou na Globo o seriado “Força-Tarefa”.

Legal, bem produzido, interessante, mas com algumas falhas aqui e ali. Como, por exemplo, o fato do dinheiro “velho” sair de uma empresa de transporte de valores e ir de helicóptero para algum lugar ser incinerado. Hoje em dia o dinheiro “velho” não é mais incinerado, é fragmentado nas unidades do Banco Central. De qualquer forma o programa vale ser assistido por quem gosta de ação.

Uma coisa muito curiosa é a música da abertura. A velha “Polícia” dos velhos Titãs. Lá ela está em uma versão nova, tocada por outros artistas, apenas com o refrão “polícia para quem precisa de polícia”. O detalhe é que neste caso foi subvertida a idéia original da música. Apesar de nenhuma palavra diferente, no seriado a música passa a ser uma exaltação da polícia e a “polícia para quem precisa de polícia” é a própria força-tarefa que dá nome ao seriado e que investiga os crimes cometidos por policiais.

Muito diferente da idéia inicial da música, nos idos de 1986, que criticava a polícia e sua truculência. Naquela época, “polícia para quem precisa de polícia” era um grito de liberdade. Afinal, no contexto da época e da música, a polícia estava lá para reprimir o jovem que queria diversão. Os Titãs bradavam “polícia para quem precisa de polícia”, ou seja, vamos repreender quem não quer que a gente viva nossa própria vida.

Mas o tempo passa, as coisas mudam. A criminalidade e a violência hoje são bem maiores. Os tempos são outros, os jovens são outros, as drogas são outras, os Titãs são outros e a própria polícia hoje talvez seja - e por que não? - outra.

Abaixo está a letra da velha Polícia com a rebeldia que não existe mais. Inclusive, essa música tem uma bela versão do Sepultura também, com alguns palavrões a mais na letra.

Polícia

Composição: Tony Bellotto

Dizem que ela existe
Prá ajudar!
Dizem que ela existe
Prá proteger!
Eu sei que ela pode
Te parar!
Eu sei que ela pode
Te prender!

Polícia
Para quem precisa.
Polícia
Para quem precisa
De polícia!

Dizem prá você
Obedecer!
Dizem prá você
Responder!
Dizem prá você
Cooperar!
Dizem prá você
Respeitar!

Polícia
Para quem precisa.
Polícia
Para quem precisa
De polícia!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Metallica, Mötley Crüe e o "Vancouver Sound"

Hoje, numa discussão dessas por aí, surgiu o tema do Metallica ter sido o rival do Mötley Crüe em popularidade e ter sido influenciado pelo som do Dr Feelgood.

O Mötley Crüe tinha o sucesso comercial que o Metallica começou a querer ter, quando pararam com aquela postura “somos músicos, não somos atores, não fazemos vídeo clipes” que foi o padrão até 1989.
Quando fizeram o clipe da “One”, participaram da festa do Grammy - que ironicamente foi vencido pelo Jethro Tull – o Metallica passou a desejar um público maior.

Isso foi o início do Black Album, que foi produzido pelo mesmo Bob Rock, que produziu o Dr. Feelgood.

Inclusive em 1989 saíram três ótimos discos com a essa sonoridade Vancouver (a cidade onde foram gravados), que depois se pode sentir aqui e ali presentes no Black Album:
- Sonic Temple, do The Cult
- Dr. Feelgood, do Mötely Crüe
- Pump, do Aerosmith

Só os dois primeiros foram produzidos pelo Bob Rock, mas os três foram gravados em Vancouver e tem uma sonoridade semelhante. Podemos chamar essa sonoridade de "Vancouver Sound" e dizer que ela infuenciou muito a sonoridade do Black Album.