segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Nestes tempos de intolerância

Nestes tempos de intolerância, as vezes é bom um pouco de esperança.
Ou seria utopia?

Então aí vai uma música que fala:

"Nessa cidade todos vivem em paz
nessa cidade somos todos iguais"




Foi uma espécie de "We are the World" brasileiro, com uma música dos "bons e velhos" Titãs e participação de vários figurões (ou figuraças?) do Brock e da MPB.
Foi feita de encomenda como tema de final de ano para a Rádio Cidade, em 1985.
Apesar do evidente caráter comercial é um registro histórico de uma época e a letra mesmo sendo simples tem uma bela mensagem.

Fica aí para quem quer ter esperança.

Intolerância, preconceito e linguagem

Nestes tempos intolerantes fica no ar uma pergunta:

Por quê:

Se um muçulmano comete um atentado e mata alguém é chamado de "terrorista".
Se um dos nossos comete um atentado e mata um monte de gente é chamado de "atirador" ou de "louco".

Se um governante de um país não amigo ou que contraria nossos interesses se perpetua no poder, é chamado de "ditador".
Se um governante de um país amigo ou alinhado com nossos interesses se perpetua no poder, mesmo que não tenha sido eleito legitimamente, mesmo que oprima a maior parte da sua população, ainda assim ele é chamado de "presidente", "soberano" ou "rei".

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Intolerancia!

E por esses dias a nova notícia do Brasil da intolerância e da estupidez é o caso do pai e filho que foram espancados numa feira no interior de SP. Os agressores acharam que pai e filho eram um casal gay.

Essa história lembra a do Índio Galdino que foi queimado vivo por playboys de Brasília, em 1997. Eles acharam que era um mendigo.
No pais da impunidade (e da intolerância) foram "condenados", mas tiveram um tempo de prisão cheio de regalias. Provavelmente só foram "condenados" por que o caso teve enorme repercussão na época.
Em compensação, se fosse um grupo de índios ou de mendigos que tivesse queimado vivo um playboy, com certeza estariam presos até hoje.

Como diria o Metallica, na música "...And justice for all". Halls of justice painted green, money talking...Como mostra a figura da capa do disco aí abaixo, a justiça é "cega", mas na sua balança só pesa o dinheiro. É assim nos Estados Unidos, e assim no Brasil.



E isso gera impunidade. E a certeza da impunidade gera intolerãncia.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Intolerância

Genial essa charge do genial Angeli!
A cara dos nossos dias, quando a estupidez, a intolerância e o preconceito vão passando dos limites.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Prog'n'Ramones

Assim como aqueles argentinos malucos da PMB music criaram a série Bossa'n'... onde fazem versões bossa nova dos Stones, dos Guns'n'Roses e até dos Ramones me veio a ideia de fazer algo nessa linha só que mais ou menos ao contrário?
A série dos argentinos é ótima, curto muito esse tipo de trans-versão, como a do Bossa'n'Ramones abaixo.



Mas a minha ideia original era fazer um Prog’n’Ramones, por exemplo.

Era só pegar as músicas simples e diretas de 2 minutos do Ramones e transformar em epopeias barrocas intermináveis.

Que tal uma versão de “I wanna be sedated” de 20 minutos, com solos lisérgicos de teclados, bateria em compassos exóticos, solos de baixo em escalas atonais transversas dodecafônicas e solos esmirilhantes de guitarras dobradas e redobradas em estúdio?

Ia ser matador! Ou será que não? Ou ia matar a paciência do ouvinte?

sábado, 9 de abril de 2011

A estupidez humana não tem limites...

Essa um colega de trabalho me contou:

Ele estava numa pracinha com a filha de 3 anos e comprou um picolé para a filha.
Nisso uma coleguinha da menina que estava perto, falou para a mãe:
- O pai da Mariana sempre compra sorvete para ela.
A mãe, completamente sem noção, respondeu
- Quer dizer que se a Mariana for comer merda tu vai querer comer também?

É muita estupidez para uma mãe!
Ela tinha mil maneiras de dizer para a filha que não ia dar um sorvete.
Podia dizer "mamãe está sem dinheiro" ou "já está quase na hora da janta" ou qualquer outra coisa.

Tudo bem que as pessoas as vezes perdem a paciência, mas se é para ser estúpida desse jeito, para que ter filhos?

domingo, 27 de março de 2011

Samba-enredo do AC/DC!

Numa dessas dicussões intermináveis sobre música falaram do Roberto Carlos ser homenageado por uma escola de sambra e o amigo Salas sugeriu um desfile com o AC/DC
Falou:
"imagina só um desfile AC/DC.....abra alas de Highway to Hell..... O carro Hells Bells....... A Rosie de rainha da bateria....os canhões do For Those na própria bateria....O BallBreaker como último carro destruindo a Sapucai....."

Seguindo essa linha de raciocínio, escrevi o tal do "Samba-enredo do AC/DC":

Aí vai (lembrem que é para cantar como samba-enredo!)


"Hoje na avenida
Os sinos do inferno vão dobrar
Do mundo do rock pesado
Os reis vamos homenagear

For those about to rock
Se você que sangue você vai tê
Na auto-estrada pro inferno
contamos a história do acedecê

Foi lá longe na Austrália
Onde tudo começou
os irmãos Young e o Bom Scotti
Se juntaram e o rock rolou

Com alta voltagem
Sou TNT, sou dinamite
Esse é o rock na avenida
E isso é muito bom, acredite!

Depois de muita cachaça
Bom Scotti com o demonio foi ter
Chamaram o Braian Jonsô
De volta de preto pra derreter

For those about to rock
Se você que sangue você vai tê
Na auto-estrada pro inferno
Contamos a história do acedecê"

sábado, 16 de outubro de 2010

The best of us can find happiness in misery

I don't care what you think as long as it's about me
The best of us can find happiness in misery

I don`t care - Fall Out Boy



Eu sei que a banda é meio EMO, mas o essa frase "The best of us can find happiness in misery" é muito boa!
Algo como: o melhor de nós pode achar felicidade na miséria.

Find happiness in misery pode ter várias interpretações:
Como aquela flor que nasce no lixo.
Ou como as sacanagens que o pessoal da banda apronta no vídeo.
Ou tentar se aproveitar da ignorância alheia, tirando proveito de uma má atitude.
Ou a Schadenfreude, o sentimento de alegria ou prazer pelo sofrimento ou infelicidade dos outros.
Assim como no ditado popular: Schadenfreude ist die schönste Freude, denn sie kommt von Herzen - Schadenfreude é a alegria mais bela, já que vem do coração.
Ou quem sente prazer em uma relação sadomasoquista.
Ou até coisas como o abuso de drogas ou de álcool, nesse caso a miséria é a própria miséria.

Além disso, o vídeo também tem coisas muito legais como o Gilby Clark dos Guns`n`Roses falando mal dos Emos e no final se transformando na Sarah Palin, que é o Indio da Costa dos americanos...

Eu não vim até aqui pra desistir agora...

Essa é dedicada a todo mundo que não veio até aqui pra desistir agora!



Eu não vim até aqui pra desistir agora, entendo você se quiser ir embora!

Uma singela homenagem

Uma singela homenagem dedicada ao Homem do Coração.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Considerações a respeito da paternidade

Este blog tem estado parado.
Mas tem estado parado por um bom motivo.
É que eu tenho vivido as emoções e todo trabalho resultante da paternidade.
Acreditem, ser pai cansa.
Eu sei, eu sei, ser mãe cansa muito, muito mais.
De qualquer forma estes primeiros momentos me fizeram fazer uma reflexão, que vou partilhar com vocês logo abaixo:

Muita gente diz que quando se tem filhos, é como se a gente voltasse a reviver a nossa vida de novo outra vez.
Algo assim:
Quando os filhos vão fazer o vestibular, os pais acompanham junto, lembram do seu tempo do vestibular, etc. O mesmo vale também para o primeiro emprego dos filhos.
Antes, quando os filhos tem suas dúvidas e rebeldias da adolescência, os pais lembram do seu tempo e das suas dúvidas e angústias que pareciam que nunca iam passar e de como tudo aquilo hoje não tem mais a menor importância. Enfrentam também o desafio de TER que ser caretas, esquecendo das drogas que usaram e de quanto beberam quando foram adolescentes. Poderiam ensinar como foi com as primeiras namoradas ou namorados. Nesse caso, acho que hoje em dia talvez até aprendam com os filhos...
Continuando, antes, quando menores os filhos, os pais podem lembrar como era brincar e brincar junto com os filhos. E ajudar no tema* da escola e lembrar os filhos de que devem fazer o tema* antes e brincar depois, ainda que quando fossem crianças ficassem remanchando a tarde inteira para terminar o tal tema* só às nove da noite depois da janta.
A assim vai, os pais vão revivendo tudo, a primeira viagem, o primeira volta de bicicleta, a primeira volta de bicicleta sem rodinhas, o primeiro beijo, a primeira pedra no caminho, o primeiro gol, o primeira briga, o primeiro trago, a primeira perda, o primeiro ganho, o primeiro show, o primeiro contato com a morte, o primeiro carro, a primeira ida para praia, o primeira festa, os primeiros etc e etc.
Mas isso todo mundo já sabia.

O que eu descobri e queria compartilhar é que essa identificação já acontece nos primeiros dias que os pais chegam em casa com o bebê.
E como se vivessemos num mundo e de repente, de uma hora para outra nos jogassem num mundo diferente. Exatamente como deve ser o nascimento para o bebê!
É tudo tão novo, são tantas dúvidas, tanto trabalho, tanta coisa pra aprender, tanta coisa pra fazer, tantas atividades que parecem tão fáceis antes e na hora são tão complicadas que os pais ficam atordoados e já não conseguem comer direito, não conseguem dormir direito, não descansam e correm correm de um lado para o outro sem saber como dar conta de tudo.
Nesses momentos dá vontade de chorar!
Chorar pra pedir comida - por favor alguém me traga um almoço, já são 4 da tarde!
Chorar para dormir - já nem sei mais o que é dormir mais do que duas horas sem acordar!
Chorar pra fazer barulho pra cabeça parar de pensar.
Chorar porque quero ir no banheiro e não consigo.
Chorar, chorar, chorar.
Claro que gente é gente grande e não chora.
Mas dá vontade...

Ah, nesses primeiros dias, tudo o que a gente queria era só um colinho e um berço quentinho pra poder descansar.



* explicando pros não gaúchos, tema = dever de casa, ou em bom português: homework.
PS: a maioria das repetições e pleonasmos no texto acima foram feitas de propósito. Ou não?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Por cima de um muro de hipocrisia 2.

Falando sobre essa "polemica" do casamento gay, que foi aprovado na Argentina, vale lembrar que a ILSTM seria totalmente favorável.

Afinal de contas, um dos pilares da ILSTM é "considerar justa toda forma de amor". Se toda forma de amor é justa, ou seja, correta, adequada, não podemos ser contra o casamento gay.

E falando nessa coisa gay, e na mania que alguns grupos, principalmente religiosos, têm de falar em curar o homosexualismo, vou postar abaixo um video que satiriza essa situação, mostrando exatamente como seria o contrário.
Quando invertemos uma dessas situações, nos damos conta de quão absurdo um preconceito pode ser.



A dica do vídeo eu copiei do Blog do Sakamoto.
E os preceitos e orientações da ILSTM são obtidos sempre através da interpretação das Escrituras Sagradas. No caso da ILSTM, as Escrituras Sagradas são obviamente as letras das canções cantadas pelo profeta Lulu Santos.

Proibido proibir

Eu poderia não falar nada hoje.
Ou poderia falar do vento forte e da chuva fria que cortam a pele como faca.
Poderia falar da sexta-feira 13 de agosto e da morte no asfalto na manhã de hoje.

Mas hoje recebi a dica de um video muito engraçado, com um rap, feito em cima do acidente do Werner Schünemann no arroio dilúvio e suas polêmicas declarações. É um assunto muito mais divertido!



As vezes dá mesmo vontade de dizer "É proibido proibir". Ainda que as proibições existam para nos proteger de nós mesmos. Como dira Hobbes, o filósofo, não o amigo imaginário do Calvin, "O homem é o lobo do homem". Então as proibições estão aí para isso mesmo para nos proteger, "enquanto" sociedade, dos outros e até de nós mesmos.

Mas voltando ao "é proibido proibir". As vezes queremos transgredir. As vezes queremos liberdade. Para estes casos, só nos resta pensar "IN VINO VERITAS".

Nota: Estas últimas postagens então enveredando cada vez mais no campo da filosofia: Misturar a gozação do acidente do Werner com Thomas Hobbes é surpreendente. De qualquer forma quem clicar nos link pode aprender mais sobre Hobbes, ou pelo menos os nomes da tira "Calvin e Haroldo" em vários países. Ou várias expressões equivalentes a IN VINO VERITAS.
É isso. Assim são as aulas do professor Fernando F. Uma mistura sem fim.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Por cima de um muro de hipocrisia

Este post é para falar sobre o talvez "maior filósofo vivo da língua portuguesa"* o cantor, guitarrista e compositor Lulu Santos.

Uma vez Lulu cantou “as vezes eu me sinto uma mola encolhida”.

Afinal de contas, quem, principalmente nesses dias chuvosos, tristes, nunca se sentiu “uma mola encolhida”?

Dizer que está de baixo astral, triste, deprê, qualquer um diz.
Mas se sentir uma “mola encolhida” é muito mais que isso. É um amplo aspecto muito mais completo, uma mistura de sentimentos de tristeza, impotência, angústia, força contida até mesmo solidão que a analogia “mola encolhida” traz e que poucas outras expressões conseguem compreender.

Lulu Santos consegue como poucos captar o Zeitgeist, ou seja o espírito do nosso tempo com palavras e analogias fantásticas.

Frases e expressões como “Não leve o personagem pra cama, pode acabar sendo fatal”, "tomar o mundo feito coca-cola", considerar “justa toda forma de amor” e “as vezes eu me sinto uma mola encolhida” são clássicos da filosofia moderna.

Mas vamos agora passar à análise do Mito Fundador da escola de pensamento lulusantiana (ou seria melhor lulusantista?) a profética “Tempos Modernos”.

É uma letra que traz em seu bojo todo um arcabouço teórico-filosófico-revolucionário, tão grande que seria suficiente para fundar além de uma escola filosófica até mesmo uma religião.

Esta seria a Igreja Lulu-Santista dos Tempos Modernos (ILSTM).

O conteúdo de “Tempos Modernos” vai no cerne exato em que uma religião deve se basear.
As religiões deveriam fazer as pessoas viverem melhor. Nunca semear a discórdia, o preconceito e o ódio, como quase todas religiões acabam por fazer.
Religiões deveriam apenas propagar o mais nobre dos sentimentos, o Amor.

Então vamos, juntos entoar este louvor:

Tempos Modernos
Composição: Lulu Santos

Eu vejo a vida
Melhor no futuro (esperança, a base de toda religião)
Eu vejo isso
Por cima de um muro
De hipocrisia
Que insiste
Em nos rodear...(falou tudo, chega de hipocrisia e preconceito)
Eu vejo a vida
Mais clara e farta
Repleta de toda
Satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão... (esperança, fartura, satisfação e alegria no céu e na terra)
Eu quero crer
No amor numa boa (amor, a base de tudo)
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar**, a força
Que tem uma paixão... (amor, para todos, isso é o fundamento da ILSTM)
Eu vejo um novo
Começo de era (esperança)
De gente fina
Elegante e sincera (os seguidores da ILSTM)
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não, não, não...(acabar com a hipocrisia e espalhar o amor só depende de nós)
Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir... (A mensagem final: vamos amar e fazer um mundo melhor, agora, não há tempo a perder. Não há tempo que volte, amor. Vamos viver tudo que há para viver. Vamos nos permitir!!!!)



* Segundo a minha definição

** Neste ponto chegamos à um ápice do poder revolucionario da obra lulusantiana. Além da revolução filosofica, religiosa e comportamental evidentes aqui surge também uma nova revolução. Uma revolução linguística. Quando Lulu Santos usa realizar no sentido do inglês "To Realize", no sentido de "se dar conta de" está provocando uma revolução linguistica. Mais do que isso, está promovendo a união dos povos latinos com os povos anglo saxões. É muito, muito mais do que muitos filosofos jamais ousaram pensar em fazer.
Ou será que Lulu queria dizer realizar no sentido de tornar real? Neste caso "qualquer pessoa" estaria tornando "a força que tem uma paixão" em algo real, palpável. Assim, neste caso teríamos a força revolucionária de uma paixão, do amor, realmente mudando o mundo. That's The Power of Love.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Doces!

Para não dizerem que este blog só fala de coisas amargas, hoje vou falar de doces, apresentando duas receitas internacionais:

Beijing:
Famosa sobremesa chinesa criada em homenagem a sua milenar capital, anteriormente popularmente conhecida no ocidente como Pequim.
A cidade, não a sobremesa.
Beijing resulta da reforma feita pelo governo chinês para padronizar a transliteração dos caracteres chineses para o alfabeto latino.
Para quem não se lembra, transliteração é a transposição de um texto escrito de um alfabeto para outro.
Beijing significa Capital do Norte. Em chinês este delicioso quitute é conhecido por 北京.

Curiosamente o cachorro pequines não virou beijingnes com a nova transliteração.



Vamos a receita, que é basicamente simples, e que não se alterou mesmo com esta "mudança" de nome:
INGREDIENTES
1 lata de leite condensado
1 pacote de 100g de coco ralado
1 colher de café de essência de baunilha
1 colher de sopa de manteiga
MODO DE PREPARO
Meta os ingredientes em uma panela e vá mexendo, em fogo baixo. Não pare de mexer, senão queima, e se queimar vai ser um massacre na praça da paz celestial.
Quando começar a endurecer e você puder ver o fundo da panela, está bom.
Então é só deixar esfriar e comer. Ou, no caso de você ser possuidor de uma paciência oriental, ter um pouco mais de trabalho e fazer o doce no tradicional modo das festinhas chinesas, fazendo bolinhas e passando no açúcar cristal ou no coco ralado.
Pode ser adicionado um cravo em cada doce. O cravo é um simbolo do confucionismo representando a resignação do individuo diante da grandesa da milenar história do império chines.




King Jim:

Já esta deliciosa sobremesa inglesa foi criada em homenagem ao King Jim (Rei James) da Inglaterra.
Para quem não sabe Jim é o diminutivo de James, que é aportuguesado para Jaime.
Embora muitos pensem que se trata de uma homenagem ao rei Jaime VI e I na verdade esse doce foi criado em homenagem à outro Jaime ou James, o rei James II (ou VII).
Neste momento temos que fazer uma pausa para explicar confusão quanto ao número do James ou Jaime, se era VI ou I ou se era II ou VII. O negócio é o seguinte: o primeiro era o Rei Jaime VI da Escocia e foi depois o Rei Jaime I da Inglaterra e da Irlanda. Viveu entre 1566 e 1625. O segundo, que era conhecido como Jaime II da Inglaterra, na Escócia tinha o título de Jaime VII e viveu entre 1633 e 1701.


O motivo pelo qual a sobremesa King Jim foi criada em homenagem ao Rei Jaime II é grande simbolismo presente na preparação desta sobremesa durante o ato da necessária quebra dos ovos. A quebra dos ovos, radical ato de ruptura, representa a ruptura radical ocorrida na Inglaterra com a revolução gloriosa, que depôs o Rei Jaime II.
A Revolução Gloriosa é considerada por alguns historiadores como um evento mais importante que a revolução francesa. A grosso modo, pode se dizer que enquanto a revolução francesa "criou" a modernidade nos aspectos filosóficos e políticos a revolução gloriosa "criou" a modernidade no que tange aos aspectos econômicos proporcionando os fundamentos para o desenvolvimento do capitalismo como forma econômica dominante.
Voltando ao Rei James II e ao doce King Jim propriamente dito, esta sobremesa foi muito popular no meios religiosos de Portugal devido ao fato de Jaime II ter se convertido ao catolicismo e ser uma espécie de martir, ainda que sem morte, da religião católica. Isso fez com que a degustação da iguaria que leva o seu nome, não obstante o perigo de incorrer no pecado da gula, fosse também uma forma de afirmação religiosa católica.
INGREDIENTES
30 gemas peneiradas (ou seja, 30 atos radicais de ruptura das rígidas porém frágeis estruturas estabelecidas!)
250 ml de leite
500 g de açúcar refinado
150 g de coco ralado fresco
suco de uma metade de um limão
1 pitada de sal
MODO DE PREPARO
Numa tigela coloque as gemas, o leite, o açúcar, o coco, o suco de limão e o sal, ou seja, coloque tudo numa tigela. Para fazer um King Jim matador, sugerimos utilizar uma tigela Slayer. Misture bem com o auxílio de uma colher de pau. Transfira a mistura para uma forma de pudim untada com manteiga e polvilhada com açúcar. Leve para assar em banho-maria em forno alto (250º C) por alguma coisa em torno de aproximadamente 91 minutos e 37 segundos. Podem ser usadas forminhas pequenas para fazer porções individuais, caso você embora esteja fazendo uma sobremesa tradicional inglesa seja possuidor da paciência oriental.
Desenforme ainda quente, lembrando que as revoluções só são vitoriosas quando muitos fatores conspiram a favor.

Apenas...

Aviso: este blog não faz apologia à prostituição, apenas ao bom português.

O centro de Porto Alegre está infestado por esse tipo de cartaz como o da foto abaixo. Gatíssimas, tudo bem, mas "vale apena" é demais!



E não é preconceito. Falar errado, escrever errado, tudo bem. Mas imprimir e colar milhares de cartazes é outra coisa.
Será que quem fez o cartaz imaginou que "apena" é o singular de "apenas"?

Vale a pena, vale o esforço, vale o trabalho de ir lá conferir, Ap. 30,00(?).
Eu pessoalmente acho que não vale, mas vi esse cartaz tantas vezes que achei que valeria a pena colocar no blog, apenas para ter mais um assunto para falar.

Outra: Há um tempo atrás havia um cartaz de outro estabelecimento do mesmo ramo de atividades que avisava "A cada 10 atendimentos, ganhe um de graça".
O curioso é como deveria ser feito o controle: Será que o cliente andaria com o cartão de fidelidade do puteiro na carteira?
Isso é mais um paradoxo! Quem sabe o mais adequado não seria mesmo um "cartão de infidelidade"?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Slayer!

Essa é realmente bizarra!
Estava no supermercado uns dias atrás e vi essas tigelas para vender.
O problema é o nome, a marcas das tigelas:
SLAYER!




Será uma homenagem a uma das mais radicais bandas de thrash metal, uma das big four?
Mas o que tem a ver a banda Slayer com uma tigela transparente?
Ainda mais uma banda com músicas com letras tão "bonitas" como Angel of Death ou Necrophiliac?

Então pode não ser uma homenagem a banda e sim um nome baseado no significado da palavra Slayer. Mas qual o sentido de chamar uma tigela de "matador" ou "assassino".
Se fosse uma faca, vá lá. Ou então algo que denotasse atitude, potência. Um skate Slayer, um aparelho de som Slayer, mas umas tigelas transparentes?
Será que é para comer doce com raiva e atitude?
Comer doce curtindo um momento Slayer como nos vídeos abaixo?





A proposito: Meu disco do Slayer preferido ainda é o primeiro deles, o ótimo "Show no Mercy".

terça-feira, 29 de junho de 2010

A "desinvenção" do Brasil - O São João Gaudério

Vejam a notícia bizarra abaixo, copiada da Zero Hora de 28/06/2010:

"SEM PINHÃO E PIPOCA
O berço do tradicionalismo gaúcho fez uma festa junina bem diferente da caipira. Neste ano, o Colégio Júlio de Castilhos, na Capital, trocou o pinhão e a pipoca por um almoço reforçado à base de carreteiro de charque e feijão campeiro.

Pilchados, funcionários da escola tomaram chimarrão ao som de música gaudéria ao vivo. O casamento na roça foi trocado pela apresentação do repentista Vitor Hugo. Até o ex-aluno e criador do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Paixão Côrtes aproveitou para participar do festejo.

Tudo para reforçar o sentimento de amor às tradições nos alunos. A ideia dos professores e diretores do MTG é fortalecer a imagem do Julinho como local onde nasceu o movimento.
– Quem ama o tradicionalismo deve ter devoção a esse local onde tudo começou – diz o coordenador da 1ª região do MTG Cesar Comazzini.
(...)A partir de agora, as comemorações de São João serão feitas à moda regionalista.
– No princípio, os alunos resistiram, mas agora já estão gostando – afirma a diretora Leda Oliveira Gloeben.
JOANA MARINS

“A festa tem uma ideologia” - Paixão Côrtes, fundador do Movimento Tradicionalista Gaúcho

Confira a entrevista feita por ZH com o tradicionalista, no evento.
ZH – Qual a diferença entre a festa junina caipira e a gaúcha?
Paixão Côrtes – Na festa gaúcha, tudo tem uma mensagem, uma ideologia. Ensinamos aos jovens valores da família, da religião. Já a festa caipira faz uma comédia primitiva.
ZH – Como é essa comédia?
Paixão – Nos casamentos caipiras, a figura do juiz é ridicularizada, a do delegado e a da família também, com a jovem casando grávida, condenada.
ZH – Como passar a mensagem certa aos jovens?
Paixão – Dando orientação moral e religiosa, e não jocosa."


Parece que o MTG quer acabar com uma das coisas boas que o Getúlio Vargas fez, que foi a “invenção” do Brasil. O Getúlio criou, ou melhor, incentivou e ajudou a sedimentar a idéia de uma cultura brasileira. Uma música, uma culinária, um folclore brasileiros. Foi quem primeiro tentou fazer do Brasil uma nação com uma cultura um pouco mais homogênea.

Quando o MTG vem com essas idéias, negando a cultura brasileira e impondo uma cultura gaudéria, está indo pelo caminho errado.
Estão querendo “desinventar” o Brasil.

Se querem definir regras, padrões e seguir a tradição dentro do CTG, tudo bem.
Mas sair do CTG e impingir essa “tradição” em cima das festas juninas, é demais. E parece que isso está se espalhando para as outras escolas.
Daqui a pouco vão querer institucionalizar um Natal gaudério? Uma Páscoa gaudéria? Ou, pior, quem sabe até transformar uma das mais importantes tradições brasileiras e nos obrigar a festejar um Halloween gaudério?

terça-feira, 22 de junho de 2010

Dunga X Globo!

E agora, essa briga da Globo com o Dunga!
Pra quem não sabe, resumindo, o Dunga quis barrar a exclusividade da Globo nos batidores da Copa e a Globo baixou o sarrafo no Dunga.
O cara tenta moralizar a zona e a Globo quer que a Fifa dê uma punição por que o cara falou uns palavrões!
É muita hipocrisia.
Isso lembra aquela piada do "Bacanal família".
É assim: Era uma vez um bacanal, onde podia fazer tudo, ninguém era de ninguém, mas falar palavrão não podia. Falou palavrão, era obrigado a vestir a roupa e ir embora.

Achei essa figura do Dungobama por aí, muito engraçada:



Detalhes aqui, aqui, aqui, aqui e abaixo os videos da coletiva e da resposta da Globo.

A coletiva:


"levar a melhor informação":

sábado, 19 de junho de 2010

1º Festival de Heavy Metal

Essa vem do fundo do baú. Mexendo nas coisas antigas guardadas, achei um cartaz de um show que eu fui há (caramba!) quase de 26 anos atrás!
Ainda lembro, fui com meu amigo "James" lá no auditório Araújo Viana, muito antes daquela maldita cobertura. Um festival de Heavy Metal!
Coisas interessantes que se nota no cartaz:
- Os nomes das bandas, típicos do heavy nacional do meio dos 80. Todas cantavam em português, isso foi antes do Sepultura. A "mais famosa" era a Frutos da Crise, fazendo uma participação especial. A Frutos da Crise era uma das bandas que participou do disco Rock Garagem, e tocava no rádio (na velha e boa Ipanema FM) com frequência.
- O preço do ingresso: 1500 cruzeiros! Vejam o que era viver com inflação.
- O patrocinio da loja de discos "Disco Voador". A Disco Voador, era "a loja que só bota coisa boa na roda", conforme dizia a propaganda com locução da Katia Suman. A propósito, a trilha de fundo da propaganda era a ótima música Griffons Guard The Gold, da banda holandesa Picture.
- O dono da "Disco Voador" era o Ricardo Barão. Foi ele quem fez (produziu, organizou, juntou as bandas, promoveu, tudo) o disco Rock Garagem.
- Além disso, o Ricado Barão tinha um programa na Ipanema todas as noites às 23 horas. O programa era o "Central Rock". A Kátia fazia o horário das 20 às 23h e depois entrava o Barão.
- Sempre tocando uma variedade enorme de estilos de rock, inclusive com boas doses de Heavy Metal, o programa era uma verdadeira aula de rock. Se hoje eu ainda lembro o nome de uma meia dúzia de bandas, músicas e discos, muito disso se deve ao Ricardo Barão.

Bom, chega de viagem sentimental por hoje!