Nestes tempos de intolerância, as vezes é bom um pouco de esperança.
Ou seria utopia?
Então aí vai uma música que fala:
"Nessa cidade todos vivem em paz
nessa cidade somos todos iguais"
Foi uma espécie de "We are the World" brasileiro, com uma música dos "bons e velhos" Titãs e participação de vários figurões (ou figuraças?) do Brock e da MPB.
Foi feita de encomenda como tema de final de ano para a Rádio Cidade, em 1985.
Apesar do evidente caráter comercial é um registro histórico de uma época e a letra mesmo sendo simples tem uma bela mensagem.
Fica aí para quem quer ter esperança.
Bem vindo ao agatetepê do Fernando F. Textos e ideias jogadas ao vento. Leia, pense, comente, opine...
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Intolerância, preconceito e linguagem
Nestes tempos intolerantes fica no ar uma pergunta:
Por quê:
Se um muçulmano comete um atentado e mata alguém é chamado de "terrorista".
Se um dos nossos comete um atentado e mata um monte de gente é chamado de "atirador" ou de "louco".
Se um governante de um país não amigo ou que contraria nossos interesses se perpetua no poder, é chamado de "ditador".
Se um governante de um país amigo ou alinhado com nossos interesses se perpetua no poder, mesmo que não tenha sido eleito legitimamente, mesmo que oprima a maior parte da sua população, ainda assim ele é chamado de "presidente", "soberano" ou "rei".
Por quê:
Se um muçulmano comete um atentado e mata alguém é chamado de "terrorista".
Se um dos nossos comete um atentado e mata um monte de gente é chamado de "atirador" ou de "louco".
Se um governante de um país não amigo ou que contraria nossos interesses se perpetua no poder, é chamado de "ditador".
Se um governante de um país amigo ou alinhado com nossos interesses se perpetua no poder, mesmo que não tenha sido eleito legitimamente, mesmo que oprima a maior parte da sua população, ainda assim ele é chamado de "presidente", "soberano" ou "rei".
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Intolerancia!
E por esses dias a nova notícia do Brasil da intolerância e da estupidez é o caso do pai e filho que foram espancados numa feira no interior de SP. Os agressores acharam que pai e filho eram um casal gay.
Essa história lembra a do Índio Galdino que foi queimado vivo por playboys de Brasília, em 1997. Eles acharam que era um mendigo.
No pais da impunidade (e da intolerância) foram "condenados", mas tiveram um tempo de prisão cheio de regalias. Provavelmente só foram "condenados" por que o caso teve enorme repercussão na época.
Em compensação, se fosse um grupo de índios ou de mendigos que tivesse queimado vivo um playboy, com certeza estariam presos até hoje.
Como diria o Metallica, na música "...And justice for all". Halls of justice painted green, money talking...Como mostra a figura da capa do disco aí abaixo, a justiça é "cega", mas na sua balança só pesa o dinheiro. É assim nos Estados Unidos, e assim no Brasil.

E isso gera impunidade. E a certeza da impunidade gera intolerãncia.
Essa história lembra a do Índio Galdino que foi queimado vivo por playboys de Brasília, em 1997. Eles acharam que era um mendigo.
No pais da impunidade (e da intolerância) foram "condenados", mas tiveram um tempo de prisão cheio de regalias. Provavelmente só foram "condenados" por que o caso teve enorme repercussão na época.
Em compensação, se fosse um grupo de índios ou de mendigos que tivesse queimado vivo um playboy, com certeza estariam presos até hoje.
Como diria o Metallica, na música "...And justice for all". Halls of justice painted green, money talking...Como mostra a figura da capa do disco aí abaixo, a justiça é "cega", mas na sua balança só pesa o dinheiro. É assim nos Estados Unidos, e assim no Brasil.

E isso gera impunidade. E a certeza da impunidade gera intolerãncia.
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